A vitória de 1 a 0 sobre o Flamengo ontem, em Volta Redonda, reconduziu o Atlético à briga por uma vaga na Copa Libertadores e acabou com o tabu de nunca ter vencido o adversário em terras cariocas. Até então, eram 13 jogos, 11 vitórias do time da Gávea e dois empates.

E se Baier garantiu o gol, Neto também merece destaque pela defesa que fez aos 40 minutos, num chute à queima roupa de Diego Maurício. Mais uma vez, antecedendo a apresentação à Seleção Brasileira, o arqueiro teve uma boa partida, como fora na primeira convocação.

Com o triunfo inédito, o Furacão chegou a 53 pontos e subiu da 9.ª para a 5.ª posição na tabela, levando vantagem sobre o Grêmio que tem a mesma pontuação, porém uma vitória a menos.

O resultado deixa a equipe paranaense a dois pontos do Botafogo (4.º colocado) e a sete do Cruzeiro, terceiro colocado e que hoje teria vaga certa na competição intercontinental.

O único gol do jogo foi marcado por Paulo Baier, de pênalti, aos 39 minutos do primeiro tempo. A falta foi cometida sobre Nieto, que foi titular ontem e fez uma boa partida.

Mas o gol, somadas as circunstâncias individuais do capitão, tem peso ainda mais relevante. O pênalti convertido deu novamente a Baier a condição de artilheiro isolado da era dos pontos corridos, com 83 gols, um a mais que Washington, do Fluminense. O Maestro também chega à artilharia atleticana, tem seis gols e divide o posto com Bruno Mineiro.

E foi o bom desempenho na etapa inicial que garantiu aos atleticanos a quinta vitória fora de casa neste Campeonato Brasileiro. O Furacão teve o domínio no primeiro tempo e o gol de Paulo Baier fez jus ao futebol apresentado. A boa marcação não deixou o Flamengo oferecer perigo. Nas poucas vezes que chegou, Neto segurou as pontas.

No retorno para a etapa final, Luxemburgo mexeu na equipe, deu mais velocidade e criação e o Atlético sofreu com a pressão imposta pelo adversário. A defesa teve dificuldades para colocar a bola no chão, a falta de tranquilidade fez Paulo Baier ir para cima dos zagueiros cobrar mais qualidade e toque de bola.

Sérgio Soares também deu bronca, mas em Iván Gonzales. O treinador pediu mais participação do paraguaio e acabou substituindo o jogador por Bruno Mineiro.

Mesmo com três mudanças (entradas de Olberdam, Márcio Azevedo e Bruno) o time continuou sofrendo com as subidas flamenguistas. Os cinco minutos finais foram sofridos, mas, os três pontos compensaram o desespero, na avaliação de Paulo Baier.

“É assim, mesmo, no sufoco. Todo mundo está de parabéns pela vontade que não faltou. Faltou tranquilidade, posse de bola no segundo tempo. Mas o objetivo era esse de somar três pontos”, disse o capitão.