Conforme a pauta do TJD, Rafael Moura será julgado na próxima terça-feira pela expulsão ocorrida em 1.º de março. A defesa atleticana já tem um trunfo para tentar livrar o atacante de uma penalização: a própria demora do trâmite no tribunal.
De acordo com Domingos Moro será solicitada a prescrição do processo, já que o presidente do tribunal aceitou a denúncia em 31 de março, ultrapassando o prazo estipulado pelo Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD) em seu artigo 165 -”Prescreve a ação em 30 dias, contados da data do fato ou, nos casos de falsidade ideológica ou material e nas infrações permanentes ou continuadas, contados do conhecimento da falsidade ou da cessação da permanência ou continuidade, não incidindo, em nenhuma hipótese, a prescrição intercorrente”.
Caso o pedido de prescrição não seja aceito pelo tribunal, Moro tentará provar a inocência do atleta rubro-negro. Tudo para que He-Man vá ao julgamento subsequente ainda como réu primário.
Suspensivo
O caso da reincidência é o que mais preocupa, já que o atacante foi expulso também contra o Paranavaí, em 22 de março. Esse julgamento ainda não tem data definida. Pelas informações obtidas, o presidente do TJD sequer aceitou a denúncia ainda.
Apenas por suposição, caso o artilheiro rubro-negro seja condenado e tenha que cumprir a penalização nessa fase decisiva, o Atlético poderá utilizar do efeito suspensivo para tentar garantir a presença em campo do atleta.
Mas aí configura-se uma outra situação que será resolvida ao seu tempo. Nesse episódio todo é de se lamentar que TJD e Atlético se envolvem, novamente, em polêmica.


