A tarde de ontem foi turbulenta no Atlético, com a confirmação da saída de Rhodolfo, mas para o São Paulo e não para a Europa, como era esperada sua possível sua transferência. Depois de mais de um mês de negociações, o zagueiro conseguiu sua liberação, com o pagamento de cerca de R$ 5 milhões por 50% dos direitos econômicos.
A saída de Rhodolfo vai na contramão do discurso do presidente Marcos Malucelli, que declarou que não venderia o jogador para o futebol nacional e que sua saída seria facilitada se alguma proposta internacional fosse apresentada.
Genoa, da Itália, e Atlético de Madrid, da Espanha, mostraram interesse, fizeram propostas, mas nenhuma foi aceita, ora pelo clube, ora pelo jogador. E, por fim, Rhodolfo trocou a Baixada pelo Morumbi.
“O Rhodolfo está contente. Foi demorado para fechar a negociação, porque envolve muita coisa. Antes apresentamos proposta do Atlético de Madrid, teve o Genoa também e não foram fechadas. Mas o presidente cumpriu o que prometeu. E é importante que foi um bom negócio para todos e dentro do que o Atlético queria”, diz Rafael Félix, empresário do zagueiro.
Mesmo nome
Depois da notícia da saída de Rhodolfo, a diretoria confirmou a chegada de um outro Rodolfo, desta vez o goleiro de 19 anos que estava no Paraná. O jogador já está no CT e hoje pode iniciar os trabalhos com os atletas que não viajaram para Cascavel.
Ontem, outro boato movimentou os arredores da Rua Buenos Aires com a informação de uma troca de Branquinho pelo meia-atacante Héverton, da Portuguesa-SP. Mas a diretoria assegura que o meia não será envolvido em nenhuma negociação.
“O Atlético não tem interesse nessa negociação. O Branquinho não sai, não. No final do ano até procuramos o Héverton, mas a negociação não evoluiu”, explica o gerente de futebol Ocimar Bolicenho.


