O volante Róbston, do Atlético Goianiense, deve ser o novo reforço do Atlético Paranaense para a temporada 2011. O Furacão busca um substituto para Chico, que foi para o Palmeiras, e está negociando a vinda do jogador, de 29 anos, com o clube goiano.

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A diretoria rubro-negra confirma que iniciou as conversas para contratar Róbston, que manifestou o interesse em deixar o Dragão. “No começo do ano, quando estávamos montando o elenco, tentamos trazê-lo, mas não deu certo. Agora surgiu a possibilidade novamente e estamos negociando”, diz o diretor de futebol Valmor Zimermann.

O Atlético Goianiense já anunciou oficialmente que Róbston não vestirá mais a camisa do clube. “O jogador deixou claro que não tem interesse em jogar no Atlético e o Atlético também chegou ao seu limite. Então, vamos buscar algumas alternativas para que tenha um menor prejuízo possível para o clube”, disse o diretor de futebol da equipe goiana, Adson Batista, em entrevista coletiva em Goiânia.

Róbston não aparece para treinar desde a quarta-feira da semana passada e ficou fora do clássico contra o Goiás, no último sábado. Atitude que fez a diretoria afastá-lo do elenco do Dragão.

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“O jogador vai treinar em separado. Mesmo porque, não tem ambiente para que ele continue e foi ele que criou isso. Nós vamos tomar essa decisão para preservar os interesses do clube, a imagem e os demais jogadores”, afirmou Batista.

Para contar com Róbston, o Atlético deve colocar à disposição do xará goiano atletas que não estão sendo utilizados pelo técnico Sérgio Soares. A direção atleticana não revela os nomes, mas o volante Claiton, que ainda não atuou pelo clube da Baixada este ano, estaria entre eles.

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Apesar de ser um jogador de marcação, Róbston se destaca também por fazer muitos gols. Em quatro anos com a camisa do Atlético Goianiense, o volante marcou 48 gols.

Pelo clube goiano, conquistou o Estadual em 2007 e 2010 e a Série C em 2008, mas também se destacou pelos problemas extra-campo. Em 2010, por duas vezes ele faltou ao trabalho sem justificativa, o que levou o técnico René Simões a tirar do jogador a faixa de capitão da equipe.