O Atlético empatou com o Corinthians ontem em 1×1, na Arena da Baixada, e perdeu a melhor oportunidade que já teve de deixar a zona de rebaixamento neste Campeonato Brasileiro.

No meio de semana, o time “descansa” da Série A e vai encarar o Flamengo, pela Copa Sul-Americana, com reservas em campo, para depois enfrentar o São Paulo no sábado.

Sem conseguir a vitória ontem, pela terceira vez seguida, o Rubro-Negro não conseguiu bater o Corinthians. No ano passado, pelo Brasileiro foram um empate, na Baixada, e uma derrota como visitante.

E este novo empate manteve o Furacão na 19.ª colocação, agora com 12 pontos, mas traz novo alento à torcida, que ontem lotou a Baixada com o maior público do ano: 23.660 pagantes.

Com qualidade, o time conseguiu envolver o Corinthians no primeiro tempo e mostrou que pode jogar em iguais condições com qualquer time deste Brasileirão, mesmo os que estão lá em cima na tabela.

Situação que nas primeiras rodadas não era possível imaginar pela bagunça tática que o time apresentava, até em razão das constantes trocas de treinadores que o elenco enfrentou.

Bem postado, ocupando todos os espaços do campo, o Atlético conseguiu se impor na Baixada diante do vice-líder da competição e aos 35 minutos, depois de algumas chances desperdiçadas, abriu o marcador.

Madson, novamente um dos melhores em campo, que está em sintonia perfeita com Marcinho, sofreu pênalti e Cléber Santana, outro jogador quem tem mostrado uma grande evolução, converteu a cobrança, fazendo 1×0.

Mas no segundo tempo, um novo pênalti mudou tudo. Com apenas 2 minutos, Alex fez o gol corintiano deixando o placar igual em 1×1. Depois do gol sofrido, o Atlético perdeu espaço na partida, o Corinthians fez a qualidade técnica individual do seu elenco se sobressair.

Mesmo criando, novamente o Atlético pecou nas finalizações. O uruguaio Santiago “Morro” García ficou devendo, sobrando para Madson o papel de atacante da equipe, mesmo depois da entrada de Rodriguinho, atacante de ofício.

Outro ponto considerável que tem atrapalhado o Rubro-Negro é a preparação física, embora Renato Gaúcho defenda que tudo está na mais perfeita ordem. Porém, o cansaço dos jogadores depois dos 15 minutos do segundo tempo, tem feito com que o rendimento caia, em especial no meio de campo, pela exigência que o setor sofre.