O advogado do Atlético, Domingos Moro, espera que o Tribunal de Justiça Desportiva (TJD-PR) responda ao pedido de efeito suspensivo do julgamento do atacante Guerrón ainda na tarde de hoje. Se a resposta for positiva o equatoriano poderá jogar o Atletiba de domingo – primeiro confronto das finais do Campeonato Paranaense.
Porém, se ter o jogador para o primeiro jogo seria uma boa notícia, ao mesmo tempo poderia significar a ausência do camisa 7 para a finalíssima do dia 13. Isso porque, se o efeito suspensivo for acatado, Guerrón deve ir a julgamento novamente na quinta-feira da semana que vem. Neste caso, se a pena for mantida, ele não enfrentaria o Coritiba no Couto Pereira.
Segundo Moro, o risco é necessário, até por conta de a procuradoria do TJD-PR ter anunciado que também deve entra com recurso. “Tínhamos que fazer o recurso porque o procurador me informou ontem [quarta-feira] que ele faria. E se a procuradoria vai recorrer, o Atlético também tem que fazer””, disse Moro.
Mas o advogado não está muito animado com a possibilidade de ter o efeito suspensivo aceito. Para ele, o que pesa é o fato de Guerrón ter pegado a menor pena possível. “Eu acredito que seja difícil conseguir, mas estamos tentando. È difícil pelo resultado de ontem, porque ele saiu de uma pena de oito partidas para um só jogo, se considerar que a automática ele já cumpriu”, reforçou Moro.
Ainda que esteja preocupado com o resultado do efeito suspensivo, Moro está satisfeito pelo que já conseguiu no julgamento de quarta-feira, com a absolvição de Marcinho, Paulo Baier, Héracles e Bruno Costa, além da pena pequena para Guerrón. O advogado diz que não vai desistir de conseguir um resultado ainda melhor no caso de Guerrón. “O resultado foi muito satisfatório e vamos tentar melhorá-lo. Saiu de bom tamanho, tem muita prova que juntamos, mas, assim mesmo, acho difícil conseguir. É um efeito suspensivo que não é fácil”, reiterou Moro.



