Disputar a Série B do Brasileiro é pesado para qualquer clube, mas se torna uma carga ainda maior para times com longo histórico de Primeira Divisão, e que ainda não se dissociaram desta imagem. É o caso do Atlético. O Rubro-Negro está em busca de reforços, mas o mercado tem cobrado um preço alto. O que pesa contra o Furacão, no momento das negociações, é que ele está rotulado como o “clube rico” da atual Série B. É o chamado “custo Atlético”.

Com isso, os clubes têm crescido os olhos quando é para negociar com o Atlético. Os jogadores que o Rubro-Negro procura para reforçar seu elenco têm em comum o fato de que nenhuma negociação é facilitada. Até promessas de campanha do presidente Mário Celso Petraglia são usadas para valorizar os supostos reforços. Ao tentar contratar William Batoré por empréstimo, se propondo a pagar os salários do jogador até o final do ano, o clube ouviu de um dirigente do Atlético-GO que o atacante era de “Série A” e que se quisesse teria de comprar 50% dos direitos do atleta – cerca de R$ 800 mil. A alusão foi ao que Petraglia disse na campanha, de que montaria um time com “jogadores de Série A para disputar a Série B”.

Ainda pesa contra o Atlético nas negociações o fato de ter a maior verba de TV entre os que disputam a Segundona. O clube dispõe de R$ 34 milhões para gastar com futebol. Isso criou um dilema no Rubro-Negro: o técnico Jorginho quer jogadores com o perfil de Série B, mas o clube pode ter que desembolsar valores de Série A. É o que ocorre com o volante João Paulo, para o qual o Furacão está disposto a pagar R$ 800 mil para tirá-lo da Ponte Preta, mas pode ter de elevar a oferta se o clube de Campinas se propuser a dificultar a liberação do jogador.