O Atlético é o primeiro time do Paraná a completar 1.000 gols em campeonatos brasileiros da 1.ª divisão e também a 14.ª equipe do País (quadro). Apesar de alcançar a marca histórica, o clube inicialmente ignorou a conquista por não considerar os gols anotados no polêmico Brasileiro de 1987, no qual o time marcou 18 gols.

Naquele ano, a CBF dividiu o campeonato em dois módulos: verde e amarelo e previa uma finalíssima envolvendo os vencedores de cada grupo. O Furacão disputou o módulo amarelo no qual o Sport foi campeão e Guarani, vice.

Flamengo e Inter foram campeão e vice, respectivamente, do módulo verde e não aceitaram disputar a finalíssima. Assim, o time pernambucano foi aclamado campeão brasileiro daquele ano pela CBF.

Para computar os gols do Furacão, a imprensa entendeu que os gols de 1987 foram válidos por não se tratar de disputa de segunda divisão. Posição contrária adotada pela direção rubro-negra. Por isso a diferença de gols relatados no site do clube.

Porém, ontem, o Atlético demonstrou ter repensado seu posicionamento ao comunicar que premiará Alan Bahia com uma placa comemorativa no final da temporada, na partida contra o Flamengo. Decisão sábia para o clube e justa para com o jogador.

História

A expressiva marca dos mil gols atleticanos começou com Buião, em 1973. Depois passou pelos pés de muitos jogadores, habilidosos ou não, mas que de alguma forma ajudaram a escrever a história do Furacão.

Esses mil gols são muito representativos pois relatam a passagem pelo Atlético de grandes jogadores como Sicupira (maior artilheiro rubro-negro), Kleber Pereira (maior artilheiro do time em campeonatos brasileiros), Washington (maior artilheiro de uma edição de campeonatos brasileiros) e que após 35 anos de muitas alegrias para a torcida rubro-negra finalmente premiam o volante Alan Bahia.