Contra a artilharia pesada pernambucana, o Atlético terá que mostrar força e contar com algumas artimanhas. Jogar com inteligência é a principal delas já que a necessidade de vitória é do adversário.

Assim, se souber se portar em campo, poderá conseguir um bom resultado nos Aflitos, assim como obteve contra Vasco (São Januário) e Figueirense (Orlando Scarpelli), dois jogos decisivos.

Essas apresentações deram mostras de que o Atlético aprendeu a jogar fora de casa e sob pressão, mesmo que, às vezes, apresente uma recaída, como foi contra o Botafogo.

Sobre essa oscilação de comportamento, Geninho comentou: “Espero que lá em Recife os jogadores tenham um comportamento diferente daquele contra o Botafogo. E o grupo aprende as lições rapidamente.

Contra o Botafogo não foi nem problema emocional, foi o excesso de confiança. Eles vinham atuando tão bem e deram uma vacilada. Permitiram que o adversário fizesse um gol e saísse na frente.

E na casa do adversário, correr atrás fica mais difícil. Mas não vamos repetir o mesmo erro e a nossa postura, amanhã, será outra”, explicou o comandante rubro-negro.

Experiência

Para dar equilíbrio à equipe, o Atlético conta com jogadores experientes e que inclusive fizeram fama no estádio do Náutico. Netinho teve uma destacada passagem pelo Timbu em 2006 e Galatto, no ano anterior, saiu do estádio como herói defendendo o Grêmio.

O grupo paranaense também espera tirar vantagem de ter trabalhado com Roberto Fernandes meses atrás e assim desvendar alguns segredos táticos do Náutico.

“A gente que já trabalhou com ele, sabe lances ensaiados e vamos trabalhar em cima disso. Mas não acredito que o Roberto vá fazer uma guerra lá”, finalizou o goleiro Galatto.

Para amenizar as desvantagens em Recife, o Furacão tem obtido saldo positivo contra os ex-treinadores de 2008. Até agora vitória contra Mário Sérgio (Figueirense) e empate com Ney Franco (Botafogo). A esperança dos atleticanos é que Fernandes também rode.