O atacante Fred revelou nesta terça-feira, em Belo Horizonte, um dia antes da semifinal diante do Uruguai, no Mineirão, pela Copa das Confederações, que o coordenador técnico da seleção brasileira, Carlos Alberto Parreira, teve papel “fundamental” para que ele voltasse a brilhar na vitória por 4 a 2 sobre a Itália, no último sábado, em Salvador, pela rodada final do Grupo A da competição.

O jogador do Fluminense balançou as redes duas vezes diante dos italianos, após passar em branco nos confrontos diante de Japão e México, assim como no amistoso contra a França, em Porto Alegre. E ele creditou a boa atuação do último sábado a um importante conselho recebido pelo nome de peso que trabalha lado a lado com Luiz Felipe Scolari na seleção.

“Para mim o Parreira foi fundamental. Na semana do jogo contra a Itália ele conversou bastante comigo, me orientou e disse para eu não ficar muito preso lá na área, esperando a bola chegar. Disse para eu me movimentar”, disse Fred, para em seguida admitir: “Nos outros dois jogos eu estava me preocupando muito em ficar fixo dentro da área, e essa movimentação contra a Itália foi fruto do que o Parreira falou pra mim. O Parreira é um cara que acrescenta muito pra gente”.

Fred, entretanto, fez questão de ressaltar o papel de Felipão para o seu sucesso durante esta segunda passagem de Felipão pela seleção. Ao lado de Neymar, o atacante é o maior artilheiro desta nova era dirigida pelo treinador do penta no time nacional. E o jogador acredita que a boa sequência de vitórias da seleção está diretamente ligada ao sistema de jogo que vem sendo utilizado pelo comandante, segundo o qual todos precisam ajudar a atacar e defender.

“Devemos muito ao que o Felipão está implantando na seleção. O jeito que a equipe joga. Ele quer que muitos ataquem com a bola e que todos defendam quando estiverem sem ela”, destacou Fred, já projetando o sucesso desta estratégia na partida diante do Uruguai.

“O meu foco para amanhã (quarta) é fazer o melhor jogo possível, procurar me movimentar muito, duelar muito dentro da área para me sobressair contra os uruguaios e poder fazer os gols”, disse, para em seguida negar que esteja ansioso em excesso para o jogo no Mineirão. “Ansiedade? Não tenho nenhuma. Até quando não fiz gols nos dois primeiros jogos eu mantive a tranquilidade”, assegurou.

O atacante também exaltou o peso do papel psicológico desempenhado por Scolari em relação a ele na seleção, mesmo quando a sua permanência no time titular foi questionada por causa da falta de gols. “É muito bom ter a confiança do treinador, tempo para trabalhar e as coisas darem certo. Além dos 12 dias que tivemos para treinar, vieram os bons resultados, as vitórias e isso dá uma tranquilidade. E isso também já mostra uma evolução boa e que o Felipão estava certo em apostar nesse grupo de jogadores”, defendeu.