Fernando e Diego firam até a creche do
Albergue SJB anunciar a promoção social.

Os goleiros Fernando e Diego serão adversários no Atletiba de amanhã, às 18h, no Couto Pereira. No entanto, os dois têm algo mais em comum além do trabalho sob as metas. Gaúchos – Fernando é de Porto Alegre e Diego é de Itaqui – os rivais no clássico deram os primeiros chutes nas categorias de base do Grêmio. Fernando ficou lá até se transferir para o interior de São Paulo. Depois marcou nome no Vila Nova e, por fim, passou a vestir a camisa alviverde. Diego seguiu do Olímpico para o Juventude, após uma bela campanha da equipe de Caxias do Sul no brasileiro do ano passado.

“Quando subimos para os juniores, éramos em oito goleiros. Como treinávamos juntos, éramos muito unidos. Íamos passear no shopping, fazer lanche, todos juntos”, relembra Fernando. No entanto, não demorou para o grupo ser desfeito. “Ficamos eu e mais três e o Diego foi para o Juventude. Depois acabei saindo também.”

Justamente por terem passado algumas dificuldades no início da carreira, Diego garante que a aproximação foi maior. “Tivemos que sair do Grêmio para encontrarmos um lugar ao sol. Também sofremos com contusões, mais ou menos na mesma época”, relembra o atleticano. Como permaneceu no Sul, o Diego acabou se aproximando do pai de Fernando, que é gremista. “Sempre que o Grêmio enfrentava o Juventude, meu pai assistia ao jogo com o pai dele”, relembra.

Hoje, apesar de morarem novamente na mesma cidade, os dois têm pouco contato. “É mais uma questão de calendário do que de rivalidade. Quando jogamos em casa, geralmente o Atlético joga fora. É complicado de nos encontrarmos.”

O fato de terem seguido caminhos distintos acabou provocando o primeiro confronto profissional no ano passado. A partida entre Juventude e Coritiba pelo Brasileirão marcou o reencontro dos goleiros. E Diego levou a melhor na disputa. “Vencemos por 5 a 3, num jogo emocionante.” Como não poderia deixar de ser, o atleticano torce para levar a melhor mais uma vez. “Admiro muito o Fernando, mas após o apito do árbitro, vale aquela máxima, amigos, amigos; negócios à parte”, avisa. Prevendo uma disputa acirrada amanhã, o atleticano se contenta. “Se vencermos de 1 a 0, já está ótimo”, finaliza o estreante em Atletibas.

Solidariedade

O passado comum foi um incentivo a mais para os gaúchos aceitarem o desafio da Paraná Esporte e baterem uma aposta. Quem sair derrotado do clássico de amanhã terá de doar 10 cestas básicas para a creche do Albergue São João Batista, que atende a cem crianças de 2 a 5 anos. Se der empate, os dois fazem a doação.

Além da aposta, Fernando e Diego lançaram o leilão de camisas autografadas “Atletiba Social”, nos sites www.coxanautas.com.br e www. furacao.com. Toda a arrecadação obtida no leilão, que vai até 12h de segunda-feira, será revertida para o albergue, que recebeu a visita dos dois atletas na manhã de ontem. “Nós somos pessoas com apelo de mídia e isto nos possibilita ajudar as pessoas de diversas maneiras. Desta vez, eu é que ficarei na torcida para que a torcida do Coxa vença este desafio e consiga o maior lance no leilão”, disse Fernando. O rubro-negro Diego acredita que esta ação pode servir de exemplo para que outras pessoas também contribuam com entidades que precisam. “São crianças que precisam de apoio e fico feliz em poder contribuir”, disse Diego.