O técnico do Palmeiras, Dorival Júnior, afirmou que conseguir salvar a equipe do rebaixamento em pleno ano do centenário foi o desafio mais complicado da carreira. O feito só foi garantido nos minutos finais da última rodada, ao empatar com o Atlético-PR e o Santos derrotar o Vitória, e fez o clube fechar o campeonato com a pior campanha na história de um time que conseguiu evitar a queda para a Série B.

Dorival assumiu o comando em setembro na vaga do argentino Ricardo Gareca e conseguiu se livrar da Série B mesmo com o time sem vencer os seis últimos jogos. “Foi o trabalho mais difícil da minha carreira. Chegamos a estar na vice-liderança do segundo turno e tivemos uma queda brusca que nos assustou muito, justo no momento mais importante da competição”, explicou o técnico. O Palmeiras esteve cinco pontos acima da zona de rebaixamento até começar a tropeçar e permitir a aproximação dos adversários.

Para o treinador, parte do sufoco se deve à ausência de Valdivia nas rodadas anteriores, por lesão e também por convocações para a seleção chilena. Dorival destacou ainda a importância do chileno como líder dentro de campo e também no cotidiano do clube. O técnico deu ao meia a faixa de capitão do time para que o jogador pudesse comandar e incentivar os mais novos a evoluir dentro de campo.

O alívio por ter evitado o vexame da queda não permitiu a Dorival festejar. “Nós não temos a nada comemorar, essa é a realidade. Enfrentamos uma situação muito difícil e complicada”, disse.

Segundo o técnico, o desempenho na temporada foi frustrante e para os próximos anos será obrigatório evoluir. “Estamos satisfeitos por termos conseguido a manutenção da equipe, mas longe de estarmos tranquilos e contentes com o trabalho. O Palmeiras tem que repensar um novo futuro, voltar a viver outro momento e brigando por títulos. Mas hoje (domingo) demos o primeiro passo para isso”, afirmou.