Anunciado há alguns meses, o calendário das provas de natação dos Jogos Olímpicos do Rio, em 2016, esteve no centro das discussões durante o Mundial de Esportes Aquáticos de Kazan, encerrado domingo na Rússia. Afinal, ninguém gostou da decisão de marcar as finais para o final da noite, avançando até o início da madrugada, só para que as provas possam ser transmitidas em horário nobre na TV dos Estados Unidos.

O técnico da equipe australiana Jacco Verhaeren disse que a decisão foi “bastante irresponsável”, enquanto o sul-africano Cameron van der Burgh, campeão olímpico dos 100m peito, lembrou que já não há comida na Vila Olímpica por volta das 2 horas da manhã, quando os atletas chegarem das competições.

A Federação Internacional de Natação (Fina) promete medidas para minimizar as preocupações dos atletas, afirmando, porém, que a decisão de marcar as finais para tão tarde foi do Comitê Olímpico Internacional (COI). As eliminatórias da “manhã” serão a partir das 13 horas, enquanto as finais começarão às 22h, quatro horas depois do usual.

“A televisão é muito importante para todos”, disse, em entrevista coletiva, diretor executivo da Fina, Cornel Marculescu. A preocupação é maior para os atletas mais bem sucedidos. Afinal, quem vence provas tem que ir ao pódio, conceder dezenas de entrevistas e passar por exame antidoping, chegando à Vila Olímpica mais tarde.

A Fina diz que está tentando colocar os nadadores nos andares mais altos da Vila, para que o barulho pela manhã não os acorde. “Vamos garantir a qualidade da comida, que haja comida disponível e também meios de transporte. Estamos tratando de facilitar as coisas”, garantiu o dirigente romeno.