A Federação Internacional de Natação (Fina) admitiu nesta quinta-feira a possibilidade de dar a Michael Phelps um convite para que ele participe do Mundial de Esportes Aquáticos deste ano, que será realizado em Kazan, na Rússia, no mês de agosto. “Não teríamos problema” em oferecer a Phelps uma vaga no campeonato, disse o diretor-executivo da Fina, Cornel Marculescu.

Phelps, dono de 18 medalhas olímpicas de ouro, foi suspenso e teve seu nome retirado da equipe dos Estados Unidos pela Confederação Norte-Americana de Natação, depois de ser detido no ano passado, pela segunda vez, por dirigir sob efeito de substâncias proibidas não reveladas.

Ainda que a entidade norte-americana tenha considerado a possibilidade de cancelar a punição, Phelps declarou que não desejava substituir um nadador que ganhou a vaga durante a sua ausência. Porém, a Fina poderia ceder um lugar para a máxima estrela da natação na competição que precederá os Jogos Olímpicos de 2016, no Rio.

“Nós podemos lhe dar um outro status, porque é o maior nadador da história”, disse Marculescu à Associated Press. “Nós podemos fazer qualquer coisa. Ele é o número 1. Ele não precisa das credenciais”.

O dirigente da Fifa explicou que não conversou com a equipe norte-americana sobre a situação de Phelps. “Ainda não falamos com a federação norte-americana porque passaram muitas coisas com o caso Phelps”, afirmou.

Phelps admitiu na última quarta-feira que seria “doloroso” não participar do Mundial. “Não quero que isto seja uma distração para a equipe”, comentou Phelps, en Mesa, no Arizona, onde vai participar da sua primeira competição após a punição, a partir desta quinta-feira. “Por nenhum motivo quero tirar o posto de alguém na equipe”.

O astro havia se classificado ao Mundial para as provas dos 100 metros borboleta, 100m livre e 200m medley antes de ser suspenso. Agora, porém, pode receber um convite da Fina para competir em Kazan.