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Filho de Thuram lidera lanterna do Francês e vai à final da Copa da Liga

  • Por Estadão Conteúdo

De modo improvável, o sobrenome Thuram voltou a causar impacto no futebol da França. Filho de Lilian Thuram, defensor que brilhou nos anos 1990 e 2000, o atacante Marcus Thuram, de 21 anos, poderia ser apenas mais um jogador de sobrenome famoso, mas vem conseguindo sobressair mesmo atuando pelo modesto Guingamp, o lanterna do Campeonato Francês.

Se o time parece seguir rumo ao rebaixamento, pois está a quatro pontos da primeira equipe fora da zona da degola, já fez história na Copa da Liga Francesa. O clube se classificou na última terça-feira à final do torneio mata-mata, que vai ser disputada em 30 de março, contra o Strasbourg. E Marcus Thuram foi decisivo para a equipe atingir esse feito.

Na maior zebra do futebol europeu nesta temporada, o Guingamp eliminou o Paris Saint-Germain nas quartas de final da Copa da Liga Francesa ao derrotá-lo por 2 a 1 no Parque dos Príncipes. Marcus Thuram perdeu um pênalti, mas não a segunda chance, após ser derrubado na grande área, marcando aos 47 minutos do segundo tempo e sacramentando a eliminação do atual pentacampeão do torneio.

Já nas semifinais, no encontro com seu irmão Khéphren Thuram, fez o gol, contra o Monaco, que levou a partida para os pênaltis, quando o Guingamp se classificou à final, mesmo com o atacante falhando em sua cobrança. Mas essa pontaria descalibrada nos pênaltis não tem afetado seu faro de artilheiro, com 11 gols marcados em 22 jogos numa temporada em que o seu clube foi às redes apenas 26 vezes.

O bom rendimento do atacante, que iniciou a sua carreira no Sochaux, o levou a ser presença constante nas seleções de base da França, tendo participado do Mundial Sub-20 de 2017 e fazendo parte do grupo que faturou a taça da Eurocopa Sub-19 em 2016. E também a arrancar elogios de figuras importantes do futebol francês.

Forte e com estatura de 1,89m, Marcus Thuram se destaca, obviamente, no jogo aéreo e na função de pivô, mas também exibiu arrancadas em velocidade nos gols que marcou nas últimas semanas. “Ele é veloz, forte, dribla bem e é bom no jogo aéreo”, afirmou Thomas Tuchel, técnico do PSG.

Também veio do clube parisiense um importante souvenir recebido por Marcus Thuram. No reencontro entre Guingamp e PSG, dias após a zebra na Copa da Liga, o time de Neymar massacrou o lanterna do Francês por 9 a 0, um triunfo com ares de vingança. Mas o atacante levou para casa a camisa de Buffon.

Não foi uma coincidência. Quando Marcus Thuram nasceu em 1997, seu pai jogava ao lado de Buffon no Parma. Depois, vieram os títulos, como a Copa do Mundo de 1998, com dois gols marcados na semifinal contra a Croácia, e da Eurocopa de 2000, além do recorde de 142 jogos disputados pela seleção francesa.

Já Marcus Thuram só engatinha no futebol. Mas não tem medo de carregar um sobrenome que o coloca no foco imediatamente. “Pelo meu nome, é normal eu ser um alvo. Eu uso isso com orgulho e não sinto pressão por causa disso”, assegura.

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