A Fifa temia que a primeira edição de seu Mundial de Clubes terminasse com uma decisão esvaziada, mas a entidade respirou aliviada, ontem, quando 66.821 dos 72 mil assentos do Estádio Internacional de Yokohama ficaram ocupados para o jogo entre São Paulo e Liverpool.

O alerta foi dado pelo presidente da Fifa, o suíço Joseph Blatter, que na última sexta-feira havia cobrado dos organizadores do evento que a final fosse capaz de encher o estádio, sede da final da Copa do Mundo de 2002, quando o Brasil derrotou a Alemanha.

Na sexta, apenas 35 mil ingressos haviam sido vendidos, o que fez a Fifa adotar a prática de distribuir alguns bilhetes para estudantes nas escolas. Mesmo assim, as bilheterias do estádio estavam praticamente vazias na preliminar, momentos antes da final do Mundial. Apenas dois setores já tinham se esgotado. Os ingressos mais caros, entre R$ 450 e R$ 610, encalharam.

Equipe convidada

A baixa presença de público nos jogos do Mundial de Clubes, que teve em 2005 a sua primeira edição que reuniu seis campeões continentais, já fez a Fifa cogitar a idéia de abrir espaço para uma equipe convidada

já a partir de 2006, quando o torneio será disputado novamente no Japão.

A medida parte do princípio que o país-sede do evento poderia contribuir muito com boa presença de público, caso tivesse um representante na competição.

Dentro do estádio, porém, a sensação era de recinto lotado, com notória predominância de São Paulo, que preenchiam diversos setores. Com bandeiras, instrumentos de percussão e coreografias, a torcida brasileira não deixou brecha para os gritos dos ingleses.