A Fifa revelou nesta segunda-feira que está ciente da prisão de Ray Whelan, suspeito de liderar o mercado ilegal de ingressos da Copa do Mundo dentro da cúpula do futebol. A entidade, contudo, evitou fazer comentários sobre o futuro da sua relação com a empresa Match Services, para a qual Whelan trabalha.

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“A FIFA tomou conhecimento de que Ray Whelan, diretor do escritório de Acomodação da MATCH Services, provedora de serviços para a FIFA, foi levado do hotel Copacabana Palace pela polícia para prestar depoimento por suposta participação no que diz respeito à ‘Operação Jules Rimet'”, disse Delia Fischer, diretora de comunicação da entidade, em nota.

Na quadrilha desarticulada pela operação “Jules Rimet”, no Rio de Janeiro, Ray Whelan estaria acima do franco-argelino Lamine Fofana, preso na semana passada. Ainda que Whelan não seja um funcionário da Fifa, ele atua em nome da entidade na organização de pacotes e até do credenciamento de hotéis para a Copa.

Nos últimos dias, tem sido a porta-voz da Fifa quem tem respondido pelos problemas, e não o porta-voz da Match. A empresa é ainda controlada pela Infront, uma companhia que tem como acionista Phillip Blatter, sobrinho do presidente da Fifa, Joseph Blatter.

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Sem comentar os detalhes da investigação, que desvendou um esquema de venda ilegal de ingressos que prosperava desde a Copa de 1998, a Fifa apenas disse que vai “continuar colaborando plenamente com as autoridades locais e fornecerá todos os detalhes solicitados para auxiliar nesta investigação em andamento”.

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“Conforme mencionado em diversas ocasiões, a FIFA gostaria de reiterar a sua posição firme contra qualquer forma de violação da lei criminal e dos regulamentos de emissão de ingressos. A FIFA está apoiando totalmente as autoridades de segurança nos nossos esforços conjuntos para reprimir todas as vendas de ingressos não autorizadas”, registrou Delia Fischer.