O chefe do Departamento de Arbitragem da Fifa, Massimo Busacca, que nesta semana reuniu em um seminário na Suíça os 52 árbitros pré-selecionados para a Copa do Mundo de 2014, traçou nesta quinta-feira o perfil de juízes que a entidade quer para o evento no Brasil.

“No processo de seleção, o primeiro critério é a qualidade e a personalidade. Não buscamos robôs ou máquinas. A habilidade técnica e a compreensão do jogo é tão importante quanto o nível físico”, afirmou o ex-árbitro suíço em declarações divulgadas pela Fifa.

Busacca acrescentou que, atualmente, correr o campo não é suficiente para que o juiz seja bom e que a leitura da partida é fundamental.

“Os primeiros dez minutos dizem como as equipes encaram a partida. Querem jogar ou não? Temos que entender os jogadores. O futebol hoje se movimenta a uma velocidade muito alta, por isso o árbitro tem que ser valente e tomar uma decisão. O que tentamos passar para eles nesta semana, e tentaremos durante os próximos dois anos, é a uniformidade e a consistência”, acrescentou.

O suíço destacou que a Fifa quer que os melhores árbitros estejam no Brasil, independentemente de em que país tenham nascido.

“Na África do Sul, a imprensa questionou a escolha de um árbitro do Uzbequistão (Ravshan Irmotov) para a partida de abertura, ele acabou dirigindo quatro ou cinco partidas. Não é porque o árbitro é de um país pequeno que ele terá uma atuação inferior, isso é uma falta de respeito”, expôs.

Por sua vez, o fisioterapeuta Mario Bizzini, um dos responsáveis pelo Centro de Pesquisa e Avaliação Médica da Fifa, revelou que, durante uma partida, um árbitro percorre como média 11 quilômetros e toma entre 150 e 180 decisões.

De acordo com Bizzini, na Copa de 2006, a média de idade dos árbitros foi de 42 anos, enquanto na África do Sul, foi de 39. O objetivo é que no Brasil seja de 37.