A Fifa não esconde que aguarda com ansiedade que a greve dos metroviários seja considerada como ilegal neste domingo, dia em que Tribunal Regional do Trabalho irá definir se existe a possibilidade de reajustar salários e se a greve é legítima. “Se isso não acontecer e a greve continuar, viveremos um pesadelo”, declarou um dos representantes da entidade mundial do futebol e responsável por temas de segurança.

Nos últimos dias, a Fifa passou a exigir do governo um plano alternativo para a greve e que, no dia 12 de junho, opções sejam dadas aos torcedores que queiram ir ao estádio em São Paulo ver o jogo de abertura da competição, entre Brasil e Croácia, no Itaquerão.

“As pessoas que querem ver o futebol precisam ter esse direito”, declarou o vice-presidente da Fifa, Jim Boyce, nesta semana, à reportagem.

Enquanto o secretário-geral da entidade, Jérôme Valcke, garante que “tudo está em controle”, dirigentes da entidade insistiram à reportagem nos últimos dias que a Copa no Brasil mostra que todo o processo de escolha de um país precisa ser revisto.

No último sábado, o presidente eleito da CBF, Marco Polo Del Nero, classificou a greve que já dura desde quinta-feira como “um probleminha pequeno”, apesar de a mesma ter irritado e pego dirigentes da Fifa de surpresa nesta semana.