Depois de ter divulgado no final de setembro um calendário provisório da temporada de 2017 da Fórmula 1 trazendo o GP do Brasil como uma das provas sujeitas a confirmação, a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) garantiu de forma oficial, nesta quarta-feira, a presença da corrida realizada em São Paulo no campeonato do próximo ano da categoria máxima do automobilismo.

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Com a sua data inicialmente divulgada mantida para o dia 12 de dezembro de 2017, a prova disputada no Autódromo de Interlagos mais uma vez será a penúltima da temporada, assim como aconteceu neste ano. E novamente o GP de Abu Dhabi, marcado para o dia 26 do mesmo mês, irá encerrar o campeonato.

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No dia da divulgação do calendário provisório de 2017, em setembro, a organização do GP do Brasil se disse “surpreendida” com o fato de a prova paulistana ter sido incluída entre as sublinhadas com um asterisco, por supostamente ainda não contar com as garantias financeiras exigidas para ser mantida na F-1. Naquela ocasião, os organizadores lembraram que São Paulo tinha contrato em vigência para abrigar a corrida até 2020, ressaltando que o acordo “será cumprido rigorosamente como sempre ocorreu nestes 45 anos” de realização ininterrupta do GP do Brasil.

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Entretanto, no final de semana de realização da última edição da prova brasileira, ocorrida no dia 13 de novembro, o chefão da Fórmula 1, Bernie Ecclestone, manteve o suspense sobre a permanência da corrida no calendário de 2017 e chegou a mandar um recado aos organizadores ao dizer que “não apostaria o seu dinheiro” nessa possibilidade ao comentar as chances de a prova ser mantida para o próximo ano.

Também no final de semana de disputas do GP do Brasil, o promotor da prova, Tamas Rohonyi, afirmou, em entrevista exclusiva ao Estadão, que a corrida daria prejuízo de US$ 30 milhões (cerca de R$ 98 milhões) na edição deste ano. A perda, no caso, se deveu principalmente à saída de patrocinadores de peso, como Petrobras, que até batizava o GP, e Shell. Rohonyi ainda projetou novos prejuízos para os próximos anos, embora de menores proporções, entre US$ 3 milhões e US$ 5 milhões.

Mas, independentemente de dar prejuízo ou não, o GP do Brasil agora está oficialmente confirmado para 2017, assim como o GP do Canadá, outra prova que em setembro foi listada no calendário provisório como sujeita a confirmação. Já o GP da Alemanha, que foi a outra corrida a figurar na programação com a mesma ressalva, acabou ficando fora do Mundial do próximo ano nesta nova listagem da FIA.

Sem o GP alemão, o calendário foi confirmado com 20 provas para 2017, sendo que a primeira delas será o GP da Austrália, em 26 de março. As outras principais mudanças em relação à lista provisória divulgada em setembro foi a inversão de datas das corridas na Malásia e de Cingapura, assim como a antecipação em uma semana na data de realização do GP de Azerbaijão, para evitar que coincidisse com a mesma data de disputa das tradicionais 24 Horas de Le Mans.

O calendário definitivo para 2017 foi oficializado pela FIA após reunião do Conselho Mundial da entidade realizada nesta quarta-feira, em Viena, na Áustria, onde também foram discutidas outras mudanças para a temporada de 2017.

Confira o calendário definitivo da temporada de 2017 da Fórmula 1:

26 de março – Austrália (Melbourne)

9 de abril – China (Xangai)

16 de abril – Bahrein (Sakhir)

30 de abril – Rússia (Sochi)

14 de maio – Espanha (Barcelona)

28 de maio – Mônaco (Montecarlo)

11 de junho – Canadá (Montreal)

25 de junho – Azerbaijão (Baku)

9 de julho – Áustria (Spielberg)

16 de julho – Grã-Bretanha (Silverstone)

30 de julho – Hungria (Budapeste)

27 de agosto – Bélgica (Spa-Francorchamps)

3 de setembro – Itália (Monza)

17 de setembro – Cingapura (Marina Bay)

1º de outubro – Malásia (Sepang)

8 de outubro – Japão (Suzuka)

22 de outubro – Estados Unidos (Austin)

29 de outubro – México (Cidade do México)

12 de novembro – Brasil (São Paulo)

26 de novembro – Emirados Árabes Unidos (Abu Dhabi)