Após a quarta etapa da Stock Car, que será realizada no próximo domingo, o autódromo de Interlagos será fechado para reformas. Ficará sem atividades por aproximadamente cinco meses – o que não acontece há mais de 35 anos. Tudo isso visando atender às exigências da Federação Internacional de Automobilismo (FIA) para o GP do Brasil de Fórmula 1, a última etapa, marcada para o dia 21 de outubro.
Quem passou hoje pelo autódromo foi Alan Donnelly, representante de Max Mosley, presidente da entidade máxima do automobilismo mundial. O motivo da reunião foi verificar o cronograma de obras do circuito, que apresentou um atraso. ?Existe, sim, uma defasagem no cronograma que havia sido apresentado à FIA, e o Allan veio saber o motivo disso. Mas ele saiu daqui convencido de que tudo o que precisa será feito a tempo?, disse Tamas Rohonyi, da International Promotions, promotor da corrida de Interlagos.
Não serão muitas as melhorias a serem feitas em Interlagos. O que mais chama a atenção é o recapeamento total da pista – o que não acontece desde 2000. Segundo Chico Rosa, que administra o autódromo, a pior área é a da reta oposta. ?O asfalto está desgastado por causa do tempo de uso. Ali estão as maiores ondulações?, disse. Todo o asfalto que for retirado do circuito será reciclado e reutilizado em áreas como a do kartódromo, por exemplo. O custo estimado dessa obra, além das arquibancadas permanentes para 8.500 pessoas que devem ser construídas assim que sair a licitação, segunda-feira, é de R$ 4,34 milhões.
Em 2006, a prefeitura investiu R$ 27 milhões no autódromo. Para este ano, ainda não há uma estimativa.


