A rivalidade entre Atlético e Coritiba mais uma vez extrapolou as quatro linhas. As diretorias dos finalistas do Paranaense 2008 não chegaram a um acordo sobre os adereços e materiais permitidos para cada torcida. Desentendimento que impõe uma série de restrições às torcidas, prejudicando a disputa sadia nas arquibancadas e tirando um pouco do brilho da decisão.

Amanhã, no Couto Pereira, na primeira partida da final, apenas a torcida do Coritiba poderá fazer uma festa completa. Pelo menos antes de a bola rolar. ?Estamos preparando um grande espetáculo, com bateria, bandeiras, faixas, papel picado. Vamos usar o máximo que nos é permitido?, diz Luiz Fernando Correia, o Papagaio, presidente da torcida organizada Império Alviverde.

Para a galera alviverde quase tudo está permitido. Inclusive faixas e bandeiras com mastros, materiais restritos aos representantes das torcidas organizadas do Coxa. Já a torcida do Atlético terá que se conformar em incentivar o time somente no grito e esperar pela segunda partida, quando as restrições mudarão de lado. Camisas de organizadas estão proibidas para as duas torcidas.

A diferença de tratamento só existe porque as diretorias dos clubes, mais uma vez, não chegaram a um acordo. ?Com o Atlético, não existe um entendimento, como há entre Coritiba e Paraná. Assim, a festa é de uma torcida só?, afirma o major Buzenco, responsável pelo policiamento no clássico.

Aos atleticanos não serão permitidos nem mesmo materiais aparentemente inofensivos, como papel picado ou balões de ar. ?Não será admitida a entrada com nenhum tipo de caixa ou sacola?, alerta Buzenco.

A torcida atleticana tem que se conformar e preparar a resposta para a partida de volta, quando as restrições mudarão para o lado coxa-branca. ?Vamos mesmo no gogó e na alma de 3.400 guerreiros?, avisa Juliano Rodrigues, vice-presidente da torcida Os Fanáticos.