Logo depois de a FIA anunciar, quinta-feira, em Paris, que a McLaren não seria punida apesar de dispor de vasto material confidencial da Ferrari, Luca di Montezemolo, presidente da Ferrari, inconformado, mandou um recado aos fãs da equipe italiana: ‘Fiquem tranqüilos, essa história não termina aqui.’ Estava mesmo falando a verdade. A Ferrari está entrando nesta terça-feira (31) na Justiça comum para tentar corrigir o que considera um ‘escândalo’.

Não foi só Montezemolo e Jean Todt, diretor-geral da Ferrari, que não aceitaram a decisão de a McLaren sair limpa da acusação de que seu projetista-chefe, Mike Coughlan, seria o receptor dos arquivos roubados pelo ex-mecânico-chefe dos italianos, o inglês Nigel Stepney. Entusiastas da F-1 no mundo todo consideraram a impunidade lesiva ao interesse do esporte.

Nesta terça, o Departamento Jurídico de Maranello entra no Fórum de Modena com uma ação reunindo todas as provas que a Ferrari possui do roubo, a admissão da FIA de que o time inglês, de fato estava de posse dos arquivos técnicos, e do próprio pronunciamento de Ron Dennis, sócio e diretor da McLaren. Ele admitiu que ‘um dos seus funcionários dispunha de informações secretas da Ferrari desde março’.