São Paulo – A temporada nem começou e a Ferrari já conseguiu mais um título: a de equipe mais surpreendente da Fórmula 1. Ontem o time de Maranello anunciou, contra todas as expectativas, que assinou a prorrogação do Acordo da Concórdia com a Formula One Management (FOM), de Bernie Ecclestone, e a Federação Internacional de Automobilismo (FIA), de Max Mosley, até o fim de 2012.

Um campeonato paralelo de Fórmula 1 a partir de 2008, usado sempre como ameaça pela Grand Prix World Championship (GPWC), da qual a Fiat, proprietária da Ferrari, fazia parte, caiu por terra. Renault, BMW e Mercedes, as outras montadoras da GPWC, ficaram isoladas. Só uma razão explica essa nova postura da escuderia italiana: Bernie Ecclestone ofereceu à Ferrari uma participação bem maior no arrecadado com a venda dos direitos de TV, reivindicação maior das equipes e motivo da criação da GPWC. Estima-se que a holding que controla esses direitos, Slec, fature cerca de US$ 700 milhões por ano com a sua comercialização e outras fontes de renda.

Montezemolo tinha uma frase pronta quando questionado sobre a GPWC: "O que está errado na F-1 é os times terem de dividir 47% do arrecadado com a venda dos direitos e o senhor Ecclestone e seus sócios, os bancos, ficarem com 53%". O anúncio desta quarta indica que Ecclestone fez um acordo particular com a Ferrari, o que, agora, obriga Renault, BMW e Mercedes a seguirem o mesmo exemplo.