Luiz Felipe Scolari não espera uma guerra diante da Colômbia, nesta sexta-feira, em Fortaleza, na disputa por uma vaga à semifinal da Copa do Mundo. O treinador da seleção disse que o jogo dos colombianos é parecido com o do Brasil e a tendência é de um futebol mais leal no Castelão. Bem-humorado, mas sem deixar de ser duro, Felipão garantiu que o discurso otimista a respeito do favoritismo brasileiro continua de pé. Nem poderia ser diferente.

“O Parreira tem toda a razão, somos, sim, favoritos. Dissemos que eram sete degraus (para ser campeão), já estamos no quinto. O discurso está certo. Nem poderia se diferente. Nosso torcedor não quer ouvir que não somos os favoritos”, avisou Felipão.

Para chegar ao sexto degrau (a semifinal da Copa), Felipão disse que é preciso respeitar a Colômbia, adversário no Castelão. Respeito, mas não entende o confronto como uma batalha. “O jogo com a Colômbia vai ser muito difícil, mas muito difícil mesmo. Mas bem diferente do que enfrentamos contra o Chile. Quando jogamos com os chilenos, uruguaios e argentinos, o clima é de guerra. Eles sempre têm uma artimanha, um jeito duro… é uma guerra”, explicou.

Nesse clima menos bélico, o técnico da seleção garantiu que não vai mudar o esquema tático do time e adiantou que não vai fazer uma marcação especial no meia James Rodríguez, a sensação da Colômbia e da Copa.

“O James é muito bom, a Colômbia tem grandes jogadores, mas não vamos fazer uma marcação individual. Nenhuma seleção nessa Copa fez uma marcação individual. A única que fez foi a Holanda no jogo contra o Chile com o Kuyt marcando aquele menino do Barcelona, o Alexis Sánchez. O Brasil vai marcar por setor, como sempre fizemos”, contou Felipão.

Depois de falar do adversário, Felipão voltou ao assunto da conversa reservada que teve com seis jornalistas durante a semana na Granja Comary. Questionado se estava arrependido de ter selecionado apenas seis profissionais no amplo universo da imprensa que acompanha a seleção na cobertura da Copa, o treinador voltou ao seu velho estilo.

“Não me arrependo. Que mal tem conversar com jornalistas que eu conheço há mais de 20 anos, que eu respeito, que são amigos? Conversei porque queria ouvir deles a respeito do nosso trabalho. Qual é o problema? Quem não foi convidado achou ruim… fazer o quê? Ciúme de homem é ‘brabo’. Quem não gostou que vai pro inferno”, disparou o treinador.

Felipão disse ainda que não trocaria um dos 23 jogadores convocados por um que ele não chamou para a Copa. “O que disse é que acrescentaria um que tenha característica que se encaixa nos jogos que vamos ter daqui para frente. Só isso. Chamei 23, confio neles e vamos abraçados até o fim”, garantiu.