Na busca por seu oitavo título em Wimbledon, Roger Federer terá pela frente a partir desta segunda-feira um dos maiores desafios de sua carreira. O suíço poderá ter duelos muito complicados desde as quartas de final, contra o espanhol Rafael Nadal, passando por uma eventual semifinal contra o britânico Andy Murray e uma aguardada final contra o sérvio Novak Djokovic, atual número 1 do mundo, em seu caminho até o troféu que lhe daria o recorde de títulos na grama inglesa.

Federer, contudo, não parece se intimidar com a perspectiva de duros confrontos. “Estou pronto para o desafio. Gosto de chaves difíceis. Não me encolho diante delas. Vencer um Grand Slam nunca foi fácil”, afirmou o suíço, atual número três do ranking da ATP, que fará sua estreia nesta segunda-feira. Por ser o atual campeão, ele abrirá a competição na quadra central, contra o romeno Victor Hanescu.

Federer aposta na sua larga experiência na grama para fazer a diferença nas fases mais avançadas do Grand Slam britânico. “Eu acredito que na grama, quanto mais você joga, mais você aprende sobre ela. Hoje eu sei o que é preciso [para vencer], o que é importante. A empolgação é a mesma. Ainda estou faminto por títulos e quero vencer para provar como ainda posso jogar bem aqui”.

Com a experiência e a motivação, o suíço vê com naturalidade os jogos difíceis que terá pela frente. “Eu tenho uma chave muito complicada, por ter Rafa logo nas quartas. Mas se você quer vencer aqui, você tem que bater os melhores. É para isto que estou aqui”, declarou.

Recordista de títulos de Grand Slam, com 17 troféus, Federer busca neste ano se isolar na lista de vencedores de Wimbledon. Atualmente ele está empatado com o norte-americano Pete Sampras e o britânico William Renshaw, todos com 7 títulos.