Cerca de 6 mil torcedores que forem assistir às partidas de seus times no estádio Raimundo Sampaio, o Independência, em Belo Horizonte, vão pagar apenas metade do ingresso. Mas o preço mais baixo não é uma promoção. As entradas mais baratas são destinadas aos assentos que têm pouca visibilidade do campo devido ao guarda-corpo que foi instalado com a reconstrução da arena, informação que deve constar nos bilhetes que forem adquiridos pelos torcedores. Estudantes e idosos que se sentarem nestes locais, que representam cerca de 24% da capacidade do estádio, terão direto de pagar um quarto do valor do ingresso normal.

A redução nos preços vai valer por 120 dias. Este foi o prazo assumido pela Secretaria de Estado Extraordinária da Copa do Mundo (Secopa) e pela Arena Independência, responsável pelas obras, para a realização de um estudo que vai apontar opções técnicas para o problema, levando em conta como principal parâmetro o “custo-benefício”. Foi o que ficou definido em reunião entre representantes da Secopa, do consórcio, do Corpo de Bombeiros e da Promotoria de Defesa do Consumidor do Ministério Público Estadual (MPE) realizada nesta quinta em Belo Horizonte.

No encontro, foi decidido que o estudo será realizado por uma comissão formada por, “no mínimo”, três arquitetos e engenheiros. Eventuais alterações no guarda-corpo vão ser realizadas com o estádio em funcionamento, já que, apesar do problema, a Secopa mantém previsão de reinauguração do Independência para a segunda metade deste mês. “Apoiamos qualquer solução que conjugue visibilidade e segurança dentro de um custo-benefício adequado”, explica Sergio Barroso, titular da Secopa.

A reabertura ainda depende de análise pela Advocacia-Geral do Estado (AGE) da nova redação do contrato entre o Atlético-MG e a BWA. O documento firmado entre o clube e a empresa que vai gerenciar o estádio por dez anos teve que ser alterado para que o clube mineiro não participasse da administração da arena, tradicional casa do América-MG.