O gol de Douglas Silva, anteontem,
contra o Paysandu, foi o de número
98 na estatística deste ano.

Após chegar ao título inédito de campeão brasileiro no ano passado, a ressaca do Atlético veio na forma de menos gols e nenhum título importante conquistado em 2002. Nas últimas quatro temporadas, nunca o time rubro-negro marcou tão pouco. Enquanto nos outros anos, o time superou facilmente a marca de 100 tentos anotados, desta vez, o Furacão ainda persegue o número nas duas últimas partidas que restam neste Campeonato Brasileiro.

Neste ano, o time anotou 99 gols em competições oficiais. Muito menos do que no ano passado, onde o time chegou à expressiva marca de 148, vários deles decisivos e que marcaram história. Em 2000, foram 118 e no ano anterior 122. Um dos maiores reflexos dessa queda de rendimento é o atacante Kléber. Assim como em 2000 e 2001, ele será o artilheiro do time no ano. No entanto, muito longe dos 50 gols anotados no ano passado e que transformaram o jogador em artilheiro do Brasil e chuteira de ouro em várias premiações.

“Mudou muita coisa realmente. Estar na metade dos gols do ano passado é chato. A gente tem que procurar ver o que errou para sair dessa situação. Está difícil, mas temos que cumprir com as nossas funções profissionais”, analisou Kléber. Para o meia Kléberson, essa dificuldade se deve ao efeito surpresa que o time não tem mais. “Esse ano foi um pouco difícil pelo conhecimento que os outros times tinham da gente. No ano passado, eles não estudavam muito as características dos nossos jogadores e a nossa possibilidade aumentava muito”, arrisca.

Já Alex Mineiro, que forma dupla com Kléber, não vê uma queda tão grande assim. “Não caiu muito assim não e manteve o nível”, dispara. No entanto, ele reconhece que a queda se deveu à pressão em cima do time e o excesso de expectativas criadas em torno do campeão. “O time foi campeão no ano passado e houve uma cobrança muito grande para que a equipe, logo em seguida, ganhasse outro campeonato”. Para ele, as dificuldades aumentaram e o time não conseguiu superar os obstáculos. “Nós descuidamos um pouco e não conseguimos reabilitar na competição, com sequências de vitória”, finaliza.

Para melhorar o rendimento, o time ainda tem dois jogos pela frente, contra Cruzeiro e Juventude. São as últimas chances para os artilheiros despertarem e deixar uma boa imagem nas últimas apresentações.

Cocito e Adriano fora do jogo

O volante Cocito, do Atlético, é o mais novo problema para o técnico Abel Braga montar a equipe que enfrenta o Cruzeiro amanhã, às 16h, no Mineirão. O jogador sentiu uma contusão no músculo adutor da coxa direita e já está vetado pelo departamento médico do clube. Além dele, o treinador não poderá contar o meia Adriano, expulso contra o Paysandu. O treino-apronto para o confronto contra o Cruzeiro será hoje, às 9h, no CT do Caju, onde Abelão deverá definir os substitutos.

Para a posição de Cocito, o mais cotado é Alan. No entanto, o técnico pode optar pela entrada de Igor na zaga, com o adiantamento de Douglas Silva para o meio. Já na vaga de Gabiru, vários jogadores disputam posição. Os meias David, Fabrício, Preto, Rodrigo, Dagoberto e Vital podem atuar ao lado de Kléberson na marcação. Abel Braga deverá testar algumas formações, com mais chances para a presença de David ou Preto.

As outras mudanças acontecem devido a volta de Kléber e Fabiano. O primeiro entra no lugar de Dagoberto e o segundo retoma a vaga de Fabrício. Os dois cumpriram suspensão automática na última partida. “Ainda temos chance e vamos em busca da vitória. Se não conseguirmos, pelo menos deixaremos uma boa imagem no final da competição”, diz o artilheiro Kléber.