São Paulo – Depois de Gil e Rincón, agora é a vez de Fábio Costa deixar a condição de ídolo absoluto e cair em desgraça com a torcida corintiana. O goleiro foi muito vaiado ontem, no Pacaembu, na derrota por 5 a 0 para o Atlético-PR. Após o terceiro gol, ainda no primeiro tempo, parte da torcida localizada no setor das numeradas passou a gritar o nome de Rubinho, reserva de Fábio Costa. Logo o estádio inteiro engrossou o coro.

No segundo tempo, após o quarto gol, um torcedor invadiu o campo, foi para cima do goleiro e deu-lhe um tapa pelas costas. Seguranças impediram uma luta de vale-tudo no gramado. Com o torcedor imobilizado, Fábio Costa ?cresceu? e foi para cima dele sendo contido por colegas de time. Na saída de campo, o goleiro disse não ter se abatido com nada disso.

“A torcida tem todo o direito de reclamar e pedir outro jogador. E quando o treinador quiser que eu saia, eu saio”, disse Fábio Costa. “Quando a torcida perde a calma, a culpa sempre cai nos ombros de um só. Estou tranqüilo.”

Mas o campeão das vaias foi Oswaldo de Oliveira. O técnico foi chamado de “burro” quando colocou o meia Piá no lugar do volante Wendell. Para muitos torcedores, quem deveria sair era Rincón. E quem deveria entrar seria qualquer um menos Piá, que entrou em campo sendo hostilizado.

Por enquanto, Oswaldo segue no cargo. Mas uma reunião marcada para hoje, com a cúpula corintiana, pode dar fim ao segundo ciclo dele no clube. Outro muito vaiado foi Gil. O que não chega a ser novidade. Já chega a 197 dias o jejum de gols do camisa 10.