A conquista do título mundial do salto com vara pela brasileira Fabiana Murer em Daegu (Coreia do Sul) valerá a ela pelo menos três premiações. Da Associação Internacional de Federações de Atletas (IAAF, sigla em Inglês), ela receberá o equivalente a US$ 60 mil (cerca de R$ 96 mil), da Confederação Brasileira de Atletismo outros R$ 30 mil, além do equivalente a 1 kg de ouro da BM&F Bovespa, que é sua patrocinadora.

“Vai ajudar a pagar o apartamento que estou comprando em São Paulo”, disse ela, pouco depois da cerimônia de premiação da competição. Apesar de ter vencido a prova há dois dias, as medalhas só foram entregues na noite desta quinta-feira, no Estádio de Daegu. Pouco depois ela moldou uma de suas mãos, que ficará exposta em um memorial do torneio na Coreia do Sul.

A um ano dos Jogos Olímpicos de Londres, a atleta quer utilizar o tempo que tem pela frente para tentar melhorar a sua marca de 4,85 m, a maior da sua carreira. Diz que em competições de alto nível um pouco de ansiedade é normal, mas que só vai conseguir ir adiante se for aplicada ao extremo nos treinamentos.

Fabiana Murer conquistou a medalha de ouro ao cravar a marca de 4,85 m na última terça-feira. A grande decepção do salto com vara ficou por conta da russa Yelena Isinbayeva, bicampeã olímpica e recordista mundial, que, pelo segundo mundial seguido, ficou fora do pódio.

Desde 1983, quando foi realizado o primeiro Mundial de Atletismo, na Finlândia, o Brasil conseguiu onze medalhas: cinco de prata, cinco de bronze e o ouro de Fabiana Murer. Ela também foi a primeira mulher brasileira a chegar ao pódio na competição.