Monte Carlo – Depois do confuso e disputado Grande Prêmio de Mônaco, domingo, o Campeonato Mundial de Fórmula 1 promete pegar fogo nas próximas quatro semanas. Nada menos do que três provas serão realizadas neste curto período de tempo. Os pilotos não terão descanso nessa semana. Domingo que vem, eles voltam ao batente para o GP da Europa, disputado na pista de Nurburgring, sétima etapa da temporada 2004.

Depois, o circo viaja para a América do Norte, onde serão disputadas mais duas provas, também em seqüência: o GP do Canadá, em Montreal (13 de junho), e o GP dos Estados Unidos, em Indianápolis (dia 20).

Choro do alemão

Mas o assunto ontem, “day-after” da prova de Mônaco e da grande vitória de Jarno Trulli, a única do italiano na carreira, foi o choque da Williams de Juan Pablo Montoya na Ferrari de Michael Schumacher. O colombiano se eximiu de qualquer culpa. “Não pude evitar de maneira nenhuma”, disse o piloto da Willians, que tocou na roda de Schumacher durante uma volta sob bandeira amarela e com o safety-car na pista.

Brasil não pontuava com três pilotos desde 1991

Mônaco – Se os holofotes se voltaram para Trulli ontem em Mônaco, os três pilotos brasileiros da F-1 tinham motivos também para se orgulhar do resultado. Todos pontuaram: Barrichello em terceiro, Massa em quinto, Da Matta em sexto. Isso não acontecia havia quase 13 anos. A última prova com três pilotos do Brasil nos pontos tinha sido o GP da Bélgica de 1991, em Spa: Senna em 1.º, Piquet em 3.º, Moreno em 4.º. Foi, curiosamente, a prova de estréia de Schumacher na F-1.

Apesar do bom final, nem todos estavam felizes. Barrichello, por exemplo, falou que seu carro teve um comportamento muito estranho na corrida. “Batia no chão desde o início e a equipe me mandou ficar na pista para ver se melhorava depois do pit stop. Mas não melhorou”, disse.

Barrichello, que completou 32 anos ontem, disse que chegar ao fim da corrida “foi um presente de Deus”. “Foi tudo bom, dei muita sorte, estou vivo no campeonato”, continuou. O brasileiro, ao lado de Button e Trulli, pontuou em todas as provas no ano e está 12 pontos atrás de Schumacher na classificação.

Da Matta também não gostou muito do resultado final. “Era para chegar em quarto, pelo menos. Cheguei a andar bem perto do Rubinho. Mas aí me puniram por causa de bandeiras azuis”, resumiu.

Já Felipe era a alegria em pessoa. Ele passou ileso pelo acidente entre Fisichella e Coulthard na terceira volta e, no final, por ter antecipado seus pit stops, estava quase sem pneus. “Fiquei com medo até de estourar. Estou muito feliz porque não me dou muito bem com esta pista.” Massa recebeu a bandeirada com seu Sauber 0s124 antes de Da Matta. Ele largou em 16.º no grid.