Dezenas de milhares de fãs prestaram homenagens nesta segunda-feira a Eusébio, o lendário jogador português, cujo caixão foi transportado num cortejo fúnebre pelas ruas de Lisboa. Em uma tarde chuvosa, uma multidão deixou escritórios e estabelecimentos comerciais, aplaudindo a passagem do carro fúnebre, que parou na prefeitura da capital de Portugal para uma cerimônia.

 

No começo do dia, várias autoridades e centenas de fãs, alguns chorando, foram ao velório, iniciado no último domingo, até a capela instalada no Estádio da Luz, do Benfica, clube onde Eusébio brilhou durante a sua carreira no início dos anos 1960 e 1970. Cerca de 10 mil fãs aplaudiram e cantaram no estádio quando o caixão foi colocado no centro do campo.

O governo português declarou três dias de luto após a morte de Eusébio, ocorrida na madrugada de domingo por problema cardiorrespiratórios. Ele tinha 71 anos. Eusébio, que nasceu em Moçambique quando o país africano ainda era uma colônia portuguesa, era conhecido como “Pantera Negra”.

Considerado um dos melhores jogadores da história do futebol, Eusébio levou a seleção de Portugal ao terceiro lugar na Copa do Mundo de 1966. Ele também recebeu a Bola de Ouro, dada ao melhor jogador do futebol europeu, em 1965 e ganhou duas vezes – 1968 a 1973 – a Chuteira de Ouro como maior artilheiro da Europa. De acordo com a Fifa, ele marcou 679 gols em 678 jogos oficiais.

Eusébio será enterrado perto do estádio do Benfica. As autoridades indicaram que estudam, posteriormente, levar os restos mortais para o Panteão Nacional de Lisboa, onde estão enterradas ilustres figuras da história do país.