A Espanha embarcou ontem no final da tarde para Salvador, onde amanhã, às 16h, enfrenta a Holanda, na Fonte Nova, pela primeira rodada do grupo B da Copa do Mundo, e levou na bagagem um peso extra. O apoio dos cerca de mil torcedores que acompanharam o treino da Fúria, na última terça-feira, foi um incentivo a mais para os jogadores, que, apesar de já esperarem um pouco essa reação, pela reputação da seleção espanhola, gostaram do que viram. “A Espanha tem muitos torcedores, pois é a atual campeã da Copa e muitas pessoas querem ver o time. Foi muito bonito como nos trataram e foi muito bom receber esse carinho”, disse o meia Koke, do Atlético de Madrid.

O atleta também ressaltou a boa qualidade dos campos do CT do Caju. Segundo ele, o gramado está perfeito para que a seleção possa treinar aquilo que melhor sabe fazer, o toque de bola. “Está muito bom, o gramado é curto e rápido. Está do nosso gosto para tocar a bola”, elogiou Koke.

Ou seja, motivos para a Espanha conseguir jogar bem na reedição da final da Copa do Mundo da África do Sul não faltam. Nem mesmo o forte calor que os esperam na capital baiana tira a confiança dos atletas. “Vamos enfrentar o calor em muitos jogos, como foi no ano passado (na Copa das Confederações), mas nós somos da Espanha, onde faz muito calor também”, minimizou o volante Javi Martinez, do Bayern de Munique.

Uniforme

A Fifa já definiu os uniformes das seleções para as partidas da primeira fase da Copa do Mundo. E a Espanha, conhecida como “Roja”, por causa do seu tradicional uniforme vermelho, terá que entrar em campo de branco diante da Holanda, que jogará de azul. O branco, no entanto é considerado pelos espanhóis como azarado, uma vez que a seleção nunca conquistou bons resultados quando vestiu esta cor. Porém os jogadores não se mostram preocupados. “Independentemente da cor da camisa, nos sentimos bem defendendo a Espanha e temos que jogar para ganhar”, disse o volante Javi Martinez. “O que importa é o campo, como todos vão jogar e não a camisa”, completou o meia Koke.