A Associação de Futebol Escocesa se juntou à Inglaterra e também pediu o adiamento da eleição para presidente da Fifa, marcada para esta quarta-feira, por conta dos escândalos que fizeram com que o atual mandatário, Joseph Blatter, se tornasse o único candidato.

“Os eventos dos últimos dois dias, em particular, tornaram qualquer eleição impraticável. A integridade e reputação do jogo ao redor do mundo é suprema e a Associação de Futebol Escocesa pede à Fifa que reconsidere sua intenção e pede aos outros membros de associações que considerem as implicações à imagem do jogo a longo prazo”, declarou o chefe-executivo da entidade, Stewart Regan, em comunicado.

O dirigente ainda propôs que a Fifa crie um comitê de ética “totalmente independente” e formule um plano para realizar “mudanças essenciais” na organização. Para conseguir o adiamento do pleito, escoceses e ingleses precisarão do apoio de 75% dos 208 membros do congresso da Fifa.

A eleição para presidência da Fifa está sendo marcada por diversos escândalos, provavelmente os maiores nos 107 anos da entidade. Único candidato inscrito para enfrentar Joseph Blatter, Mohamed Bin Hammam desistiu de participar da disputa pouco antes de ser suspenso por oferecer suborno em troca de votos a dirigentes caribenhos.

Ainda nos últimos dias, foi divulgado um e-mail no qual o secretário-geral da Fifa, Jerome Valcke, escrevia não entender porque Bin Hammam havia se candidatado à presidência da entidade. “Ele pensou que pode comprar a Fifa como eles compraram a WC (Copa do Mundo)”, escreveu, referindo-se à influência do catariano na escolha de seu país para sediar a Copa do Mundo de 2022. Depois, porém, ele minimizou a declaração.