Érika Miranda já foi terceira colocada do ranking mundial, chegou ao Mundial como sexta melhor da categoria até 52kg, mas carecia de um resultado que a fizesse chegar como favorita nas competições. No Circuito Mundial desde 2007, a judoca de 26 anos só tem dois títulos de Grand Slam na carreira. Nesta terça-feira, mudou de status ao conquistar o vice-campeonato mundial no Maracanãzinho, no Rio.

“Minha vitória foi pessoal. Hoje eu consegui uma medalha. Meu objetivo era subir no pódio. Tem muitas vezes que eu estava batendo na trave, faltava uma medalha grande. Essa valeu”, disse Érika, com dificuldades, atrapalhada pelo choro intenso, em entrevista ao SporTV.

Até suas maiores conquistas eram o ouro no Grand Slam de Moscou, no ano passado, e no Grand Slam do Rio, em 2011. Na série de torneios que só é menos importante que a Olimpíada, o Mundial e o Masters, só ganhou mais três medalhas: prata em Moscou, neste ano, bronze no Rio e em Tóquio, em 2009.

Mesmo para ser campeã continental Érika vinha tendo dificuldades. Ganhou no Campeonato Pan-Americano do ano passado, mas ficou fora do lugar mais alto do pódio em outras nove oportunidades. Nos Jogos Pan-Americanos, foi prata no Rio/2007 e em Guadalajara/2011.

No Mundial, a prata veio depois de derrota para a kosovar Majlinda Kelmendi. A brasileira foi a primeira a receber uma punição, no segundo minuto de luta. Em vantagem, a líder do ranking deixou de atacar e também recebeu um shido. Mas, a 1min20 do fim da luta, a kosovar conseguiu derrubar a brasileira e ganhar um wazari. Na sequência, se manteve por cima para garantir o ippon.

“Judô é assim mesmo. Até no último segundo pode ganhar, pode perder. Ele era uma adversária forte, a gente não pode cometer esses erros”, disse Érika, explicando sua falha. “Andei para trás, não podia andar para trás com ela. No único momento que eu andei para trás ela venceu.”