Embora tente fugir de questionamentos importantes se apoiando na ironia e no desdém, o técnico Miguel Ángel Portugal esta pagando caro pela sua teimosia. Aliás, é o Atlético quem tem arcado com essa conta. Nas duas oportunidades recentes que tivemos de entrevistar o comandante atleticano ele optou por não responder aos questionamentos sobre o povoamento do meio de campo da equipe. Ele não tem dado condições para que o time produza o esperado. “Malemá” o suficiente.

O problema de criatividade naquele setor tem impactado não só na produção de gols efetivamente, mas também na cadencia do jogo. Marcos Guilherme até teve um pouco mais de ajuda na partida contra a Chapecoense, mas no balanço do jogo a entrada de Natanael não resultou em grande melhora.

Se isso já está claro para os torcedores e analistas, também esta para os jogadores. No intervalo de jogo o atacante Marcelo desabafou. “Não sei o que esta acontecendo com a gente. Não podemos ter apenas um jogador na criação”, reclamou. O goleiro Weverton corroborou com o companheiro de time. O porta voz da equipe disse não entender o que tem acontecido com a equipe nas últimas partidas.

Por mais que domine parte do jogo, no final vêm as lamentações. “É inacreditável e inaceitável. Mais uma vez fizemos o gol e não conseguimos segurar. Foram três jogos nas nossas mãos que deixamos a vitória escapar”, reclamou. E completou: “Infelizmente as coisas não estão dando certo. Temos que ser homens e assumir nossa responsabilidade também”.

Chances foram criadas, mas coube ao zagueiro Cleberson marcar para o Furacão. O empate, como sempre, veio acompanhado do coro de “Fora Portugal”. Nos bastidores, entre os funcionários do Furacão, a insatisfação com o trabalho do treinador é enorme. A situação dele, inclusive, é apontada como insustentável.