Vanderley Soares/Divulgação
Os gêmeos Rodrigo (o pole) e Ricardo Sperafico são atrações da prova de hoje em Curitiba.

Uma corrida em que não se pode desgrudar o olho da pista um minuto sequer. Com 38 carros e muito equilíbrio, acontece hoje a segunda etapa do Campeonato Brasileiro de Stock Car, a categoria mais importante do automobilismo nacional.

A prova, que começa às 11h, é totalmente aberta, é difícil apontar um favorito, nem mesmo os ocupantes da primeira fila – Rodrigo Sperafico e Thiago Camilo. Quebras, acidentes e o puro azar transformam a Copa Nextel Stock Car V8 em uma competição imprevisível.

E nessa disputa acirrada, que começa nos treinos (ver abaixo), estão 50 pilotos, doze deles paranaenses. Sobre eles recai uma responsabilidade, a de rever um triunfo local na prova de Curitiba da Stock, o que não acontece desde 1993. Outra expectativa é a de voltar a ter um campeão – o último foi David Muffato, em 2003. Em graus diferentes, eles administram a pressão. Além de encarar outras, como a de ser favorito ao título ou a de disputar contra o próprio irmão.

Imagine então ter um irmão gêmeo que corre na mesma categoria que você. É a experiência de Rodrigo e Ricardo Sperafico, ambos entre os candidatos para o playoff (os dez melhores colocados decidem o título nas quatro provas finais), mas correndo em equipes diferentes. Aos 27 anos, os Sperafico ainda estão se acostumando com essa ?novidade?. ?É estranho disputar curvas com ele?, reconhece Rodrigo, mais experiente na Stock. Ele garante que não há problemas em casa. ?O tempo da briga já passou?, resume.

Outra dupla de irmãos também luta para ir aos playoffs. Tarso e Thiago Marques têm este ano melhor equipamento que em 2006, e sonham em estar entre os primeiros colocados. Curitibanos, eles sabem que aumenta a pressão por correr em casa. ?Não reclamo disso, porque é de pressão que vive um piloto. A gente precisa administrar essa responsabilidade e revertê-la em algo positivo?, comenta Tarso. ?Mas quem tem que vencer é o Thiago, eu já ganhei uma?, brinca.

Entre os paranaenses, o mais tranqüilo é Alceu Feldmann, catarinense de nascimento, mas local por opção. Um dos pilotos que melhor captaram a essência do regulamento da Stock V8, ele sabe que o mais importante é somar pontos. ?Meu interesse é chegar nos playoffs. A vitória aqui tem o mesmo valor que a em outra pista?, afirma. Outro que está calmo é Lico Kaesemodel, talvez ?pegando? um pouco da serenidade de Ingo Hoffmann fora das pistas.

Todos eles (e tantos outros, tantos mesmo) estão preparados para uma prova muito agitada. E sem qualquer previsão, o que deve atrapalhar a iniciativa de um torcedor catarinense apaixonado pela Stock, que criou um bolão da categoria. ?Não há a menor condição de dizer ou prever o que vai acontecer em uma prova da Stock V8. Num dia acontece algo, no outro tudo muda. Quem imaginou que o Daniel Serra seria o pole e o Ricardo Maurício ia vencer? As corridas são abertas?, finaliza Popó Bueno.

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Rodrigo Sperafico conseguiu a melhor volta do final de  na superclassificação – 1min22s897 – e assegurou a pole position. Thiago Camilo larga em segundo e Ricardo Zonta em terceiro.