A notícia do cancelamento do Shooto 52 não pegou os dirigentes da Lanik I.S.A. de surpresa. O diretor-executivo da empresa espanhola, César França, afirmou que sempre foi realista quanto à previsão da conclusão da obra e que, com a primeira viga içada somente ontem, a previsão é que o teto fique pronto só em janeiro.
“O planejamento e cronograma se alteram, pois há a previsão de içar uma viga por semana e não duas, conforme queríamos. Há um impacto na probabilidade e, se for içada uma viga por semana, as doze vigas estarão colocadas em doze semanas. Depois será preciso fazer a automação, realizar o policarbonato e isso deve ficar pronto no final de janeiro”, avisou França.
Para França, a mudança do projeto e, sobretudo quando o Atlético tomou para si a responsabilidade da obra já se desenhava a impossibilidade de concluir o serviço dentro do prazo. “Todo o processo se tornou atividade praticamente isolada de responsabilidade do clube. Não houve contratação de mais mão de obra, de equipamentos de mais capacidade. Infelizmente o processo era realmente solitário e de total responsabilidade deles. Relatamos sempre da impossibilidade de cumprir o prazo aos responsáveis. Se os recursos tivessem sido investidos corretamente, traria grandes benefícios para o cumprimento do prazo”, informou França.
O Atlético e a G3 United se pronunciaram através de uma nota oficial e foi informado que o atraso no início das obras foi a grande causa do não cumprimento do cronograma. As condições climáticas nos últimos dias e a previsão de chuvas durante este mês, conforme antecipou a Tribuna, durante a semana, foram fatores também que influenciaram no cancelamento do Shooto 52. Foi informado ainda que a Supernova TKTS entrará em contato com o público que já adquiriu os ingressos para realizar a devolução do dinheiro.
Irregular
Mesmo com a chuva que castigou Curitiba durante todo o dia de ontem, o Atlético autorizou seus operários a içar a primeira viga da cobertura. Segundo França, o serviço foi feito de maneira irregular, sem a autorização da empresa espanhola que é a responsável pela supervisão da montagem.
“Eles fizeram isso sem uma ordem. Foi um ato irresponsável, pois o içamento não pode ser feito nem mesmo quando está nublado ou com previsão de chuvas. Aconteceu sem os devidos procedimentos de segurança, sem os planos de ring aprovados pelos engenheiros da Lanik I.S.A.. Grande parte dos acidentes ocorrem assim durante a montagem de estruturas que são causados por quedas de altura, chuvas e relâmpagos. Nada foi comunicado, conferido e liberado por nós”, arrematou o dirigente da empresa espanhola.



