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Em pior fase na F-1, Williams tem volta do lendário Patrick Head como consultor

  • Por Estadão Conteúdo

Cofundador, acionista e ex-engenheiro da Williams, Patrick Head está de volta ao tradicional time inglês na Fórmula 1. Afastado das atividades da categoria desde 2011, o lendário ex-dirigente foi contratado como consultor técnico e teve o seu retorno oficialmente confirmado pela equipe nesta sexta-feira, dia em que foram realizados os dois primeiros treinos livres do GP do Bahrein, no circuito de Sakhir.

Head fundou a escuderia britânica junto com o proprietário Frank Williams em 1976 e foi pioneiro como líder do departamento de design da equipe. Como diretor-técnico e depois como diretor de engenharia, ele ajudou a conduzir o time a sete títulos do Mundial de Pilotos e a nove troféus do Mundial de Construtores, antes de sair de cena em 2011.

Desde então, a Williams entrou em forte declínio na elite máxima do automobilismo mundial e conquistou apenas mais uma mísera vitória em 2012 (com Pastor Maldonado) e vive uma péssima fase, que pode ser considerada a pior da sua história. Embora neste período tenha terminado por duas vezes uma temporada na terceira posição da disputa por equipes do Mundial, em 2018 amargou o pior desempenho entre todos os times do grid ao ficar em último lugar na classificação dos construtores.

E a Williams parece ocupar esta mesma decepcionante condição neste início de temporada de 2019. Um sinal claro disso foi visto novamente nesta sexta-feira, com a dupla formada por George Russell e Robert Kubica ficando nas duas últimas posições das duas sessões livres iniciais de treinos do GP do Bahrein.

Na prova de abertura desta temporada, na Austrália, o britânico e o polonês também fecharam o GP em Melbourne nos dois últimos lugares, o que já era esperado pelo desempenho muito ruim do carro e dos dois nos treinos antes da corrida. Esta fase péssima é um reflexo claro de uma equipe em crise e que nos últimos tempos teve a saída de vários membros importantes, entre os quais o diretor-técnico Paddy Lowe.

Lowe pediu licença, sem prazo previsto para voltar à Williams por “razões pessoais”, no último dia 7. E era de responsabilidade dele o projeto do modelo FW42, carro que enfrentou problemas na pré-temporada da F-1. Por causa de dificuldades técnicas e atrasos para deixar o seu monoposto pronto, o time perdeu os dois primeiros dias de testes coletivos que foram realizados em Barcelona.

O diretor-técnico vinha traçando a sua segunda passagem pela Williams, sendo que a primeira ocorreu ainda na década de 1980. Ele comemorou títulos pela McLaren e pela Mercedes antes de retornar à equipe britânica, em março de 2017.

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