Magny-Cours (Warm Up) -A Renault está há duas corridas em jejum. Não marca pontos há mais de um mês, desde o final de maio, em Nürburgring. Sua excursão para a América do Norte foi um fiasco: zero no Canadá, com Alonso batendo e Fisichella quebrando, zero nos EUA, já que o time acompanhou o boicote da turma da Michelin.

Nem isso foi capaz de tirar a equipe da liderança dos dois mundiais, o de pilotos e o de construtores. Isso graças a um bom início de campeonato, com quatro vitórias nas quatro primeiras provas do ano.

A folga, no entanto, é menor do que já foi em relação aos seus mais diretos adversários. Por isso a pole position de Alonso ontem em Magny-Cours foi encarada pela Renault como o ponto de partida de uma reação na temporada, antes que McLaren e Ferrari cheguem perto demais. É o segundo ano consecutivo em que o espanhol consegue a primeira posição do grid para o GP da França, o país de seu time.

?Foi ótimo, e do ponto de vista da classificação, melhor ainda porque Kimi larga lá atrás?, festejou o asturiano. Raikkonen, vice-líder, fez o terceiro tempo mas larga em 13.º porque com a troca de motor na sexta-feira perdeu dez posições no grid.

Na verdade, quem parece ameaçar a Renault hoje é a renascida Ferrari. Michael Schumacher herdou o terceiro lugar e, partindo da segunda fila, acha que tem carro para ganhar. ?Nosso ritmo de corrida é muito bom?, disse o alemão. Rubens Barrichello ficou um pouco para trás, em quinto, porque seus pneus dianteiros ?arrepiaram? no fim da volta e ele teve de tirar um pouco o pé. Nas duas primeiras parciais do circuito, tinha tempos bons. ?Estou otimista, largando mais para a frente a gente tem chance de andar bem?, falou o brasileiro.

Schumacher busca sua segunda vitória no ano e um recorde, se isso acontecer. Já ganhou sete vezes em Magny-Cours e nunca um piloto conseguiu oito triunfos na mesma pista, na história da F-1. No ano passado, a vitória veio de forma incomum, com quatro paradas nos boxes. Mas trocava-se pneu, então. Tal estratégia, hoje em dia, é inviável.

Alonso fez a pole com o tempo de 1min14s412, uma volta quase perfeita, como ele mesmo definiu. Jarno Trulli, da Toyota, ficou em segundo a 0s109. Até o nono colocado, Juan Pablo Montoya, menos de um segundo separou os pilotos ? inclua-se Raikkonen nessa conta. ?Foi um treino muito equilibrado?, atestou Jean Todt, diretor da Ferrari. ?E vai ser uma corrida muito apertada.?

O sábado foi nublado e frio para esta época do ano, mas segundo a meteorologia o tempo deve esquentar hoje. A corrida, décima do mundial, começa às 9h de Brasília e terá 70 voltas.

Williams despenca no grid

Magny-Cours (Warm Up) – Foi só a BMW anunciar a compra da Sauber para que o divórcio com a Williams se consolidasse. No cronômetro. Ontem, Webber e Heidfeld tiveram um desempenho medíocre no treino que definiu o grid em Magny-Cours. O australiano larga em 12.º; o alemão, em 14.º. ?Simplesmente não temos carro?, resumiu Mark, que anteontem defendeu uma mudança de motores na Williams já para 2006. ?Não faz sentido esperar para começar uma nova fase?, falou.

Há pouco mais de um mês, no final de maio, Heidfeld fez até pole, em Nürburgring. Webber já largou seis vezes nas duas primeiras filas, neste ano. Mas a BMW, agora, não quer mais saber da Williams. ?O motor é muito ruim?, disse Patrick Head, um dos donos da equipe.

Como provavelmente vai para a BMW no ano que vem, Heidfeld evitou criticar a montadora alemã. ?Vamos lutar pelos pontos?, limitou-se a dizer. O outro piloto do time para 2006, que cogita continuar usando Sauber no nome, enquanto não tiver bons resultados para apresentar, ainda é uma incógnita. Os bávaros querem alguém experiente e vencedor. Barrichello e Coulthard são opções. Mas até Villeneuve, que vem melhorando, pode acabar tendo uma chance. (FG).