Em ato simbólico, novo presidente tira placa de ‘inviolabilidade’ da Conmebol

Eleito na semana passada com um discurso de transparência, o novo presidente da Conmebol, o paraguaio Alejandro Domínguez, retirou nesta segunda-feira a grande placa pendurada na entrada da sede da entidade, em Assunção (Paraguai), que lembrava que aquele prédio era inviolável.

Em 1997, num momento no qual o Paraguai vivia tensão entre grupos políticos, com repetidas trocas de poder, a Conmebol convenceu o governo local, à época presidido por Horacio Cartes, a conceder à sede da entidade o caráter de inviolável, como o são embaixadas e consulados. Ali não poderiam ser cumpridos quaisquer mandados judiciais.

Na prática, isso significava que a Justiça de nenhum país poderia requerer documentos que estivessem dentro do prédio. Da mesma forma, um cidadão condenado poderia viver ali dentro para sempre sem ser preso.

Quando o escândalo de corrupção envolvendo a Conmebol estourou, essa inviolabilidade passou a ser discutida. Em junho, um decreto acabou com esse benefício ao prédio. Só agora, entretanto, a placa foi retirada. Com o ato, Domínguez quer mostrar “qual será a política” da entidade a partir de agora, como diz o site oficial da Conmebol.

“Lamentavelmente esta legislação paraguaia foi mal utilizada no passado. Hoje (segunda) reiteramos nosso repúdio total e absoluto às práticas de corrupção e eliminados esta placa que nós denominamos de da impunidade”, disse o novo mandatário da Conmebol.

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