O Atlético aceitou a proposta de antecipar o jogo contra o América-MG, dia 6 de outubro, e entrará em campo às 14h. A mudança de horário vai fazer o clube se desdobrar para escolher uma estratégia que mantenha o desempenho dos jogadores em campo.

Já é previsto que a mudança vai alterar todo o planejamento rubro-negro, que havia sido modificado conta da antecipação anterior, quando, para atuar no Ecoestádio, o time passou a entrar em campo às 15h, em vez das 16h.

Por mais que seja apenas uma hora de diferença, a alteração complica a logística. “Isso altera tudo. É um trabalho difícil de ser feito. Tem que fazer o planejamento todo ao contrário do que é feito hoje”, disse o diretor de futebol do Furacão, João Alfredo Costa Filho.

Uma das principais preocupações é com relação à alimentação do elenco. Os jogadores precisam almoçar no horário em que normalmente fariam o lanche da manhã. “Vão ter de acordar mais cedo, tomar café da manhã mais cedo e o almoço precisa ser bem mais leve. Jogador já não gosta muito de comer na hora do almoço mesmo, mas agora precisa ser mais cuidadoso. Em compensação, depois do jogo comem um boi”, brincou o dirigente, que reforça que haverá quebra de rotina em comparação ao planejamento que vinha sendo aplicado. “Em Bragança jogamos às 16h e vamos almoçar 12h30 para sair de Atibaia (onde o clube ficará concentrado) às 14h. O horário que vamos sair do hotel é o horário que vamos jogar aqui no dia 6. Isso muda muita coisa”, emendou.

Mesmo com o transtorno que um jogo neste horário causa à logística, o dirigente afirma que em nenhum momento o Atlético pensou em não aceitar a sugestão da TV (Rede Bandeirantes) mesmo que isso cause certa interferência até mesmo na presença da torcida. “Um pouco vai interferir, mas a interferência será mais em cima do nosso resultado contra o Bragantino do que pelo novo horário do jogo”, afirmou o dirigente, que não quer sequer cogitar a possibilidade de um tropeço em Bragança Paulista, sábado.

TCE adia potencial construtivo

A votação do relatório final do Tribunal de Contas do Estado (TCE) sobre o uso de potencial construtivo na parceria entre Atlético, Prefeitura de Curitiba e governo estadual sofreu novo adiamento. Mesmo assim, dificilmente o documento, que extraoficialmente apontará o uso do potencial construtivo como aplicação de dinheiro público em obra privada, sofrerá alteração.

Com isso, o TCE tende a ser mais rigoroso com o convênio que está permitindo à CAP/SA viabilizar financeiramente a reforma da Arena da Baixada para a Copa do Mundo de 2014. Ao mesmo tempo, a demora no parecer do tribunal, assim como a decisão da Câmara de Vereadores de Curitiba, de adiar a votação do aumento do potencial construtivo de R$ 90 milhões para R$ 123 milhões, torna ainda mais morosa a tomada de empréstimo oficial junto ao Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para que as obras no estádio ganhem velocidade.

A ponto de a CAP S/A ter um plano B caso algo saia errado: buscar recursos em bancos privados.