As eleições na Federação Paranaense de Futebol (FPF) começam a tomar corpo. O pleito, marcado para maio terá, pela primeira vez depois de 20 anos, um autêntico bate-chapa, com o atual presidente, Onaireves Moura, enfrentando o empresário Hélio Cury, ex-presidente do Capão Raso – clube do futebol suburbano da capital -, que já inscreveu uma chapa na qual conta com ex-correligionários do próprio Moura. Tanto o atual presidente quanto Cury, consideram o processo irreversível e seguem em suas campanhas.

Mas desde a última segunda-feira, surgiu um novo nome no páreo. O empresário Osni Pacheco, que atua no setor de transporte na capital, reuniu em sua casa alguns vereadores para discutir o pleito na entidade.

Pacheco está articulando com políticos que ocupam cargos públicos para surgir como uma via de consenso no processo, e admitiu isso em frases publicadas na coluna da jornalista Roseli Abrão, do jornal Hora H: “Se eu puder, levo o Requião, o Samek e o Vanhoni”, disse o empresário.

Mas usando um discurso conciliador, Pacheco revela que não quer confrontar o atual presidente, apenas acredita ser a hora de buscar “uma alternativa” para que a entidade redefina suas prioridades.A principal crítica do empresário diz respeito ao fato de a FPF estar administrando o Pinheirão. Para ele, a Federação teria que estar cuidando de ligas e da promoção da base no futebol, para assim revelar novos craques.

Ouvindo a base

Enquanto isso, Moura, que teve apenas uma experiência em bate-chapa (em 1985, quando disputou o cargo pela primeira vez e superou Aziz Domingos e Haroldo Alberge no voto), embarcou ontem à noite para o interior. Seu périplo será de três dias, quando fará 33 reuniões com dirigentes de ligas amadoras e cartolas, clubes da primeira e segunda divisão do Estado.

“Vou ouvir as propostas da base”, discursou Moura, revelando ainda que na segunda-feira vai apresentar as propostas colhidas nessa viagem. Sobre a possibilidade de abdicar da candidatura para que Pacheco surja como nome de consenso, Moura respondeu com duas frases de efeito: “Eu também queria pegar um cavalo encilhado na minha frente”, completando com “no momento, não vejo uma opção melhor que meu nome para dirigir a Federação”.

Já Hélio Cury, disse desconhecer essa articulação de bastidores. “Reconheço que o Osni já trabalhou com futebol. Mas não sei sobre uma proposta de consenso. Coloquei meu nome por não concordar com a forma como o futebol vem sendo conduzido e tudo que vier para melhorar a situação estarei aberto a conversações”, finalizou Curi.