Passado o susto de ter se machucado num acidente de carro provocado pelo atacante Edmundo, na madrugada de domingo, a consultora comercial Fernanda Almeida, de 21 anos, disse que, por enquanto, não pretende processar o atleta, que bateu no carro (Honda) em que ela estava, na saída do Jockey Club, no Jardim Botânico, zona sul do Rio.

Fernanda, que teve uma luxação no braço direito, acusa o jogador de omissão de socorro. Edmundo foi condenado a quatro anos e seis meses de prisão pela morte de três pessoas em outro acidente de carro, há dez anos. Está solto por força de um habeas corpus.

Fernanda contou que, por volta de 5h, saía com dois amigos do estacionamento do Jockey Club, quando foram fechados pelo atleta, que atualmente joga pelo Figueirense. "Ele forçou a passagem, veio pelo lado direito com toda a força, mas só passava um carro de cada vez", disse a jovem, que estava no banco de trás.

O Honda era dirigido pelo amigo dela, o oficial de Justiça Alessandro Renato, de 30 anos, que chegou a perseguir o jogador. "O Edmundo não parou, não se preocupou em nenhum momento", contou Fernanda. O BMW do atleta foi interceptado cerca de 700 metros adiante por policiais militares. Edmundo estava acompanhado de Mônica Santoro, ex-mulher do jogador Romário, e de uma mulher identificada apenas como Ana, que deu R$ 2 mil a Renato pelo conserto do carro.

"Ficamos chateados e indignados com o jeito que trataram a gente. O Edmundo foi irônico. A Mônica fazia gestos obscenos e duvidou que eu tinha machucado o braço. Disse que era charminho. Parecia estar bêbada. Mas, por enquanto, vamos deixar como está", contou Fernanda, que foi atendida no Hospital Miguel Couto, no Leblon, zona sul.

O empresário de Edmundo, Hélio Corrêa, informou que jogador "estava chateado" e não falaria sobre o caso. Por meio de sua assessoria de imprensa, Mônica Santoro negou as acusações e disse que também não se pronunciaria.