São Paulo – Um dia após o empate por 3 a 3 com o Santos, Edmundo esfriou a cabeça, mas não o suficiente para esquecer o clássico que o Palmeiras esteve muito perto de vencer até cerca de 15 minutos antes do apito final. O atacante discordou da tese do técnico Caio Júnior de que o problema do time é psicológico, reivindicou que as responsabilidades sejam divididas entre os jogadores.

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Para Edmundo, as reações de um atleta diante de um jogo importante variam. ?No meu caso, que vim de uma contusão, jogar quarta e domingo tem sido desgastante, mas em um clássico sempre me encho de força e coragem extras para fazer meu melhor?, explica. ?Talvez a força da torcida – que para mim é uma coisa ótima – traga alguns jogadores para baixo.?

Mas, no ponto de vista de Edmundo, o psicológico não é o principal problema do Palmeiras. Para ele, pesa muito mais o fato de que o time, ao contrário de alguns adversários como o próprio Santos, ainda está em evolução. ?Acho que a gente vive um momento dificílimo porque não temos ainda uma equipe formada há algum tempo, depois das várias trocas de técnico. Estamos no começo de um trabalho e qualquer falha é muito criticada. As coisas ficam muito afloradas?, analisa.

Méritos

Para o jogador, é importante que o técnico Caio Júnior permaneça e dê continuidade a seu projeto. ?Uma mudança neste momento seria totalmente inoportuna?, diz Edmundo. ?Até porque, se você for ver o jogo, o Caio é muito mais merecedor de méritos do que de críticas. Ninguém, nem o Santos, poderia imaginar que a gente iria entrar em campo com três atacantes.?

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