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De Letra

Edinho vai concentrar com o Coritiba

  • Por Cristian Toledo
Edinho não está nem treinando,
mas vai concentrar.

Um bom capitão não abandona seus comandados na hora decisiva. Em tempo de guerra, uma frase dessas pode adquirir outro significado, mas no futebol as coisas ainda têm lados positivos.

No caso do Coritiba, é o momento de aglutinar forças para a finalíssima contra o Paranavaí, domingo, às 17h, em um Couto Pereira lotado.

E é por isso que Edinho Baiano, mesmo em recuperação de uma lesão no ombro, não só participa da fase final de preparação como vai se concentrar com os outros jogadores. Ele espera participar da conquista do sexto título estadual, transformando-se no único jogador que conquistou títulos nos três clubes da capital.

Edinho não joga há quase um mês – ele deslocou a clavícula na partida contra o Malutrom, pelas quartas-de-final do campeonato paranaense (4×0 Cori, em 26/2). Em franca recuperação, o zagueiro tem retorno previsto aos treinamentos para o início da próxima semana, devendo voltar a jogar em mais um mês. Dessa forma, ele ficaria de fora das primeiras quatro rodadas do campeonato brasileiro.

Isso não o impede de ajudar, mesmo que esteja com proteção no braço e no tórax. “Se eu pudesse, estaria em campo. Quem sabe Deus não me ajuda a jogar?”, afirma o sempre confiante Edinho. Sabendo que isso seria realmente um milagre, o capitão do Coritiba desde a saída de Evair (portanto, há quase um ano) teve sua presença requisitada pelo técnico Paulo Bonamigo. “Quero ele perto dos jogadores e, se possível, concentrando conosco”, diz o treinador.

Edinho aceita de bom grado. “Tudo que eu puder fazer agora para ajudar eu vou fazer”, comenta o capitão, que entregou o ?cargo? para Reginaldo Nascimento (ver matéria). “Eu estou disponível para ajudar, para concentrar se for necessário”, garante o jogador, que já foi acionado por Bonamigo em outras partidas. “Eu gosto de estar perto dos meus companheiros, porque eles precisam desse apoio. O elenco é jovem, e necessita dessa força”, explica.

O capitão quer passar para os jogadores a importância da partida, e do título. “É só ver há quantos anos que o Coritiba não conquista um título em seu estádio (desde 89). Seria fantástico para o clube”, resume Edinho. “Quero passar para os jovens que esse é um momento importante, e que vai ser decisivo para as carreiras deles”, completa o zagueiro.

E para ele também, já que ele pode se tornar campeão paranaense pela sexta vez. “Tudo começou com uma negociação que eu pensei que nem fosse acontecer”, relembra. “O Palmeiras não queria me liberar para o Paraná Clube, e eu lutei muito para sair. Ainda bem que as coisas deram certo”, diz. No tricolor, ele foi tetracampeão entre 1994 e 1997, sempre como titular e destaque da equipe.

Depois, Edinho foi campeão paranaense de 98 pelo Atlético, levando o título após uma final exatamente contra o Coritiba. Agora, no Alto da Glória, o zagueiro espera poder escrever seu nome na história do nosso futebol. “Fico muito honrado com essa situação. Se Deus quiser, vou para meu sexto título no futebol paranaense, pelos três times. Fico feliz porque é a prova que Deus é muito bom para mim.”. Amém.

Pepo volta a aguardar no banco

Estava escrito. Como se previu, o meia Pepo – apesar da ótima atuação contra o Paranavaí no sábado – está fora do time titular do Coritiba que entra em campo na decisão de domingo. O jogador fica como opção no banco de reservas, com a promessa do técnico Paulo Bonamigo que vai participar do jogo. Mais que uma promessa, a entrada do jogador é uma estratégia para a partida.

A intenção de Bonamigo é tentar ?amassar? o Paranavaí já no início da partida, aproveitando o clima favorável que vai tomar conta do Couto Pereira. Construindo o placar, o treinador deve colocar Pepo para que o meio-campo se reforce e mantenha o resultado, coisa que não aconteceu nos dois últimos jogos do Cori (os empates em 2×2 com Londrina e Paranavaí).

Além disso, Bonamigo acredita que é a hora de dar um voto de confiança a Lima. Mesmo com a má fase vivida pelo jogador (e confessada pelo próprio), o técnico crê que o ideal ainda é manter a equipe titular. “Se eu ficar pensando em colocar todos os jogadores que atuarem bem, não vou ter uma equipe titular”, justifica o treinador.

Com o retorno de Tcheco, que treinou ontem à tarde sem sentir dores musculares, o Cori terá a sua equipe principal em campo. E já definida: Fernando; Ceará, Fabrício, Juninho e Adriano; Reginaldo Nascimento, Roberto Brum, Tcheco e Lima; Edu Sales e Marcel. (CT)

Em campo, as ordens saem de Nascimento

Se o capitão titular está fora de combate, entra em cena um novo comandante dentro do campo de batalha. Enquanto Edinho Baiano fica como referência fora de campo, Reginaldo Nascimento passa a ser a voz de Paulo Bonamigo no gramado. E coincidentemente ele assume a tarja, já que é o único jogador do elenco do Coritiba que participou da final do campeonato paranaense de 99, último título alviverde.

E o volante de ofício (mas zagueiro na equipe) tem consciência da importância que tem nesse momento de decisão. “O Coritiba tem muitos jogadores jovens, e eles precisam de um suporte nesse momento”, comenta Nascimento. Verdade – a média de idade do time que entra em campo no domingo contra o Paranavaí é de pouco mais de 22 anos, a mais jovem dos últimos tempos no Alto da Glória.

Muito pela juventude, esse elenco sofre maiores pressões e sente o favoritismo e o ?já-ganhou? que tomaram conta de Curitiba. Sabendo disso, o atual capitão alerta para os perigos da comemoração antecipada. “O grupo é muito bom, mas precisa de uma afirmação. Eles precisam perceber que conquistar o campeonato vai ser importante para a seqüência da carreira deles no Coritiba”, adverte.

E é por isso que Reginaldo acredita que, se conquistado, o título deste ano terá um valor maior que o último. “Neste ano o Coritiba apostou muito nas categorias de base, acreditou na garotada e teve a resposta. O que estes jovens estão fazendo é muito bonito, e a o clube só vai ter bons dividendos no futuro”, aposta o jogador.

Entre os dois campeonatos, também há diferenças para Reginaldo Nascimento. Em 99, ele, com dois anos de Cori, era reserva de Struway, mas jogou duas partidas da decisão contra o Paraná (que naquele ano teve três jogos). Agora, na sua sexta temporada no Alto da Glória, Nascimento ocupa lugar de destaque no clube, dentro de campo e em relação à torcida, que vai lotar o Couto Pereira no domingo. “O que a gente pode prometer para nossos torcedores é que vamos lutar até o final, e tentar conquistar esse título”, finaliza. (CT)

Se o capitão titular está fora de combate, entra em cena um novo comandante dentro do campo de batalha. Enquanto Edinho Baiano fica como referência fora de campo, Reginaldo Nascimento passa a ser a voz de Paulo Bonamigo no gramado. E coincidentemente ele assume a tarja, já que é o único jogador do elenco do Coritiba que participou da final do campeonato paranaense de 99, último título alviverde.

E o volante de ofício (mas zagueiro na equipe) tem consciência da importância que tem nesse momento de decisão. “O Coritiba tem muitos jogadores jovens, e eles precisam de um suporte nesse momento”, comenta Nascimento. Verdade – a média de idade do time que entra em campo no domingo contra o Paranavaí é de pouco mais de 22 anos, a mais jovem dos últimos tempos no Alto da Glória.

Muito pela juventude, esse elenco sofre maiores pressões e sente o favoritismo e o ?já-ganhou? que tomaram conta de Curitiba. Sabendo disso, o atual capitão alerta para os perigos da comemoração antecipada. “O grupo é muito bom, mas precisa de uma afirmação. Eles precisam perceber que conquistar o campeonato vai ser importante para a seqüência da carreira deles no Coritiba”, adverte.

E é por isso que Reginaldo acredita que, se conquistado, o título deste ano terá um valor maior que o último. “Neste ano o Coritiba apostou muito nas categorias de base, acreditou na garotada e teve a resposta. O que estes jovens estão fazendo é muito bonito, e a o clube só vai ter bons dividendos no futuro”, aposta o jogador.

Entre os dois campeonatos, também há diferenças para Reginaldo Nascimento. Em 99, ele, com dois anos de Cori, era reserva de Struway, mas jogou duas partidas da decisão contra o Paraná (que naquele ano teve três jogos). Agora, na sua sexta temporada no Alto da Glória, Nascimento ocupa lugar de destaque no clube, dentro de campo e em relação à torcida, que vai lotar o Couto Pereira no domingo. “O que a gente pode prometer para nossos torcedores é que vamos lutar até o final, e tentar conquistar esse título”, finaliza. (CT)

Rumo à consagração

Ele também está ansioso, apesar de não confessar. O técnico Paulo Bonamigo entra nos dias mais importantes da sua carreira tentando conter o nervosismo típico das decisões – nem tanto dele, mas principalmente do jovem elenco do Coritiba. Mas o treinador sabe que o título paranaense significa muito para sua carreira, já que ele conquistou apenas taças de menor expressão. Às vésperas da final, o técnico alviverde fala ao Paraná-Online a sobre o momento do Coritiba – e dele, por conseqüência.

Paraná-Online – O título paranaense seria o mais importante da sua carreira como treinador?

Bonamigo – Sem dúvida. Eu tive um título no Maranhão com o Sampaio Correa, em 99, mas realmente o Paranaense seria o mais importante. Ganhei seletivos no Rio da Janeiro com o Madureira e o acesso da Copa João Havelange com o Remo, só que a repercussão do campeonato paranaense é maior.

Paraná-Online – Você está ansioso?

Bonamigo – Não. Acho que temos que ter tranqüilidade, e confiança no trabalho que foi feito até agora. Se a gente chegou na final, é porque tivemos méritos. E o trabalho não foi feito nos últimos dois meses, é desde que assumi o Coritiba (em maio do ano passado), quando formamos uma base e contamos com uma comissão técnica fortalecida e o apoio da diretoria. É claro que a gente percebe a ansiedade dos jogadores e ela é natural, porque nosso grupo não tem muitos jogadores campeões. Temos que ter tranqüilidade para trabalhar durante a semana e no domingo desempenhar um bom futebol.

Paraná-Online – E você tira subsídios da sua experiência como jogador nesse momento de decisão?

Bonamigo – Como atleta, eu tenho mais experiência. Eu sou técnico há cinco anos, e o que me dá uma base maior são as disputas como jogador. É um momento de jogar tudo aqui que tu sabes e um pouquinho mais. Você tem que mostrar tudo o que mostrou na competição nesse último jogo.

Paraná-Online – Antes da final, e antes portanto do resultado, você está orgulhoso do grupo que foi montado no Coritiba?

Bonamigo – Com certeza. Eu estou muito satisfeito, e é por isso que estou tranqüilo. Respeitamos o Paranavaí, porque se eles estão na final é porque demonstraram competência para chegar – e é bom lembrar que as duas equipes estão invictas na competição -, mas temos que manter a calma e a postura do grupo. Isso me deixa orgulhoso, porque todos trabalham com vontade e dedicação, desde a comissão técnica até os jogadores. A nossa equipe tem limitações, e nós temos que saber lidar com elas e evoluir a cada partida.

Paraná-Online – É a hora do Coritiba?

Bonamigo – É uma decisão importante. A gente vê a mobilização na cidade, a torcida está muito empolgada, mas temos muito respeito pelo Paranavaí. (CT)

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