Éder Aleixo, que também participou do bate-bapo em Curitiba, mostra que o futebol-arte e romântico não fica apenas no discurso, e lembra que os craques daquela época, são recebidos com carinho em qualquer lugar do país. “Aqui no Brasil, você é o primeiro ou é o último. Não tem segundo, não. Mas essa seleção é sempre falada. Quer dizer que jogou mesmo, mostrou futebol. No Brasil é muito difícil convencer sem ganhar. Mas essa seleção aí… Quando falo, fico emocionado”, diz o afiado ponta-esqueda.

Consagrado em Minas Gerais, Éder também brilhou no futebol paranaense. Por pouco tempo, é verdade. Mas sua passagem pelo Atlético, em 1991, foi marcante para a torcida rubro-negra.

O ano começou como um sonho. Já eufórica pela contratação do craque que fez história no Galo e na seleção, a galera atleticana explodiu de vez quando começou o Brasileiro: 3 a 0 no Flamengo; 4 a 2 no Grêmio, com gol de Éder; 2 a 0 no Fluminense, lá nas Laranjeiras.

Mas a alegria durou pouco. Depois do início arrasador, o Furacão perdeu o embalo e terminou o campeonato lutando contra o rebaixamento. Para Éder, muito pouco para a qualidade daquele grupo.

“Tínhamos um time muito bom, um trabalho forte com o Procópio (Cardoso, técnico), Rafael, André, João Luís… Muita gente boa. Mais uma vez, os dirigentes atrapalharam. Aquela coisa de vaidade… Entra um, tira outro… Acabou que estávamos fazendo churrasco porque não iríamos cair… Mas poxa! Ganhávamos de tudo mundo!”, diz, sem esconder a frustração.

Qual foi o problema e o nome dos dirigentes, Éder não revela. “Aconteceu essa coisa que vemos sempre aí… Vaidade de dirigente que quer aparecer mais do que o outro. São coisas assim que atrapalham. Mas aqui não é diferente de lugar nenhum”, afirma. Na época, o presidente do Furacão era João Carlos Farinhaque.

Éder Aleixo de Assis encerrou a carreira em 1996. Hoje, aos 51 anos, trabalha no governo de Minas Gerais, dirigindo o órgão que administra o Mineirão.