Dunga define no treino da tarde deste sábado, no CT da Universidad de Chile, a seleção brasileira que enfrenta a Venezuela neste domingo em Santiago. Define, mais precisamente, o substituto de Neymar. Há duas opções principais: Robinho ou Philippe Coutinho.

Se optar pelo atacante do Santos, é bem provável que o meia do Liverpool também comece jogando, no lugar de Fred. Caso queira apenas mudar um jogador e formar o meio de campo com cinco nomes, o mais cotado é Coutinho. Mas há uma outra opção, que seria colocar Robinho ou Coutinho no lugar de Neymar, com Douglas Costa no meio de campo, por ser mais ofensivo que Fred.

Outra alteração estudada é no comando do ataque. Diego Tardelli substituiria Roberto Firmino, embora no treino de sexta-feira este tenha ficado todo o tempo no time titular.

Dunga pediu neste sábado que o jogador que entrar no lugar de Neymar não seja comparado com o craque. “Nenhum jogador entra para substituir o outro, ele apenas entra no lugar do outro, com suas características”, disse. “Senão, quem entra vai perder suas características. Nenhum jogador tem responsabilidade exclusiva de conduzir a seleção.”

O treinador voltou a repetir que confia plenamente em todos os jogadores que fazem parte do grupo – muitos só estão no Chile porque os convocados inicialmente se contundiram – e que acredita que quem ele escalar contra a Venezuela dará a resposta em campo. “É uma oportunidade (a ausência de Neymar) de mostrar o quanto confiamos neles e temos certeza de que vão responder.”

Dunga disse que desde o início de seu trabalho na seleção, no segundo semestre do ano passado, tenta tirar o melhor de cada jogador, dentro e fora do campo. “Tentamos encontrar mais liderança, colocar pressão nos jogadores que suportam mais. É isso que estamos buscando, mas não se vai conseguir do dia para a noite. Vale a pena transmitir a confiança.”

O treinador prevê um jogo complicado contra a Venezuela, algo que até um passado recente não era nem considerado. Mas, para ele, o futebol mudou. “A Venezuela é uma equipe compacta, tem intensidade muito boa nos 90 minutos. Eles buscam ataque, têm jogadores que sabem o que fazem, jogam na Europa. A Venezuela amadureceu muito depois da última Copa América.”

Para Dunga, chegar à última rodada da primeira fase ainda lutando pela classificação no Grupo C, não tem importância. “Temos de nos classificar. Temos equipe para isso. O importante é classificar.”