Dez meses depois de iniciar um processo de reformulação na seleção brasileira, Dunga comanda o time pela primeira vez em uma competição oficial, a Copa América. O adversário será o México, às 21h45 (horário de Brasília, com transmissão da TV Globo), na calorenta cidade de Puerto Ordaz.

Dunga vai em busca de um resultado que o mantenha longe das críticas mais rigorosas. Embora tenha a palavra do presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira, de que permanecerá na equipe até a Copa de 2010, ele tem experiência suficiente para saber que a história do futebol é repleta de desmentidos e mea-culpas.

Com problemas na formação da equipe antes mesmo de anunciar a convocação, Dunga não conseguiu o reforço de Kaká e Ronaldinho Gaúcho, que pediram dispensa para descansar. E também ficou desfalcado do goleiro Júlio César, do zagueiro Lúcio e do atacante Adriano, por causa de contusão. À última hora, ainda perdeu o meia Zé Roberto, outro que preferiu abrir mão da seleção alegando questões pessoais.

Vencer o México não parece uma missão fácil para o Brasil. Normalmente, as duas equipes fazem jogos equilibrados. Para o treinador brasileiro, a derrota mexicana para os Estados Unidos, no domingo, em confronto que decidiu a Copa Ouro, não representa nenhuma vantagem para a seleção.

Até agora, Dunga dirigiu o Brasil em 11 vezes, venceu 7, empatou três e perdeu uma. Para tentar a oitava vitória, optou por escalar Vagner Love no ataque e os quatro ex-santistas campeões brasileiros em 2002: Robinho, Diego, Elano e o zagueiro Alex. Ele tentará provar que sua equipe é capaz de fazer gols, apesar de os treinos na Venezuela e os últimos jogos da seleção mostrarem outra realidade: a pouca produção dos atacantes, com erros seguidos de finalização ou a total falta de criação de jogadas de perigo.