A semifinal que envolve Paranavaí e Prudentópolis expõe duas realidades do futebol do interior. No primeiro caso, prevalece um espírito de cooperativa entre diretores do clube e empresários locais. No Prudentópolis, a cidade entra apenas com o nome e o estádio. O Leão da Serra é bancado por um agente de jogadores, que trabalha numa casa de câmbio em Curitiba.

Em Paranavaí, cidade de 76.226 habitantes do Noroeste do estado, a preparação para o campeonato paranaense iniciou em dezembro. O presidente do clube local é Edison Felippe, de uma família na política e na economia da região. O dirigente reuniu empresários, que o ajudaram a contratar os experientes atacantes Neizinho e Aléssio e os meias Edílson e Júlio.

A folha salarial consome R$ 47 mil mensais dos cofres do clube. O patrocinador das camisas, a financeira Sicredi, ajuda a bancá-la. “A cidade vestiu o vermelho do Vermelhinho”, orgulha-se Felippe, sócio de uma cadeia de lojas que leva o nome da família.

Situada na região central, Prudentópolis tem 46.323 habitantes e uma ligação pouco ostensiva com o time da cidade, que sequer tem patrocinador. O presidente do clube, João Ituarte, mora em Curitiba. O dia-a-dia é administrado por Nelson Boreico. Quando o Paranaense terminar, Ituarte espera negociar o meia Felipe com um dos grandes da capital. O dirigente, que foi gerente de futebol do Grêmio Maringá em 2002, tem participação no passe de alguns jogadores. “A cidade não ajuda. Por isso, nem sei se vamos jogar a Série C”, afirma sobre o futuro do time. A folha de pagamento do Prudentópolis é de R$ 30 mil mensais. O maior salário é do atacante Alê Menezes: R$ 2 mil.

Mais caro

A diretoria do Paranavaí aumentou o preço da arquibancada coberta para a partida de domingo, às 16h. Era R$ 10 passou para R$ 15. O descoberto continua valendo R$ 5.